RIO DE JANEIRO (Reuters) - O mercado para ofertas públicas iniciais de ações no Brasil está se tornando mais seletivo, num sinal de que os anos de acordos fáceis estão no fim e os investidores estão "se ajustando a uma nova realidade" de retornos menos explosivos, disse o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga nesta terça-feira.

Há alguns sinais de excesso no mercado de IPOs no Brasil. Sete empresas realizaram IPOs ou ofertas secundárias no país em 2010, levantando juntas 6 bilhões de reais. Mas somente uma dessas ofertas teve precificação dentro da faixa estimada.

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Fraga vê mercado de IPOs no Brasil mais seletivo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O mercado para ofertas públicas iniciais de ações no Brasil está se tornando mais seletivo, num sinal de que os anos de acordos fáceis estão no fim e os investidores estão "se ajustando a uma nova realidade" de retornos menos explosivos, disse o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga nesta terça-feira.

Há alguns sinais de excesso no mercado de IPOs no Brasil. Sete empresas realizaram IPOs ou ofertas secundárias no país em 2010, levantando juntas 6 bilhões de reais. Mas somente uma dessas ofertas teve precificação dentro da faixa estimada.

Reuters |

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O mercado para ofertas públicas iniciais de ações no Brasil está se tornando mais seletivo, num sinal de que os anos de acordos fáceis estão no fim e os investidores estão "se ajustando a uma nova realidade" de retornos menos explosivos, disse o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga nesta terça-feira.

Há alguns sinais de excesso no mercado de IPOs no Brasil. Sete empresas realizaram IPOs ou ofertas secundárias no país em 2010, levantando juntas 6 bilhões de reais. Mas somente uma dessas ofertas teve precificação dentro da faixa estimada.

Fraga, que comanda a empresa de investimentos Gávea, sediada no Rio de Janeiro, disse que "os mercados estão voltando a um nível de normalidade em termos de IPOs".

O ex-presidente do BC disse que as atividades de ofertas iniciais não devem subir para níveis vistos há alguns anos, quando cerca de 64 empresas eram listadas. "O mercado não está nesse ritmo", acrescentou.

Fraga disse que o nervosismo em torno da capitalização da Petrobras pode deixar os investidores em compasso de espera, o que pode afetar o interesse em novos acordos.

Fraga supervisiona cerca de 5,6 bilhões de dólares em ativos na Gávea.

(Reportagem de Guillermo Parra-Bernal)

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