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Fraco desempenho do varejo dá respaldo a corte mais acentuado na Selic

SÃO PAULO - Depois da forte deflação anunciada ontem, o respaldo às apostas de juros menores vem pelo lado da atividade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou queda de 0,7% nas vendas do comércio varejista em novembro contra outubro.

Valor Online |

No varejo ampliado, que engloba a venda de veículos e de material de construção, a queda foi maior, de 3,4%.

Reagindo a isso, os contratos de juros futuros apontam para baixo, mas a margem para o recuo nos prêmios de risco começa a ficar estreita com uma redução de 2,5 pontos percentuais ao longo de 2009 já precificada pelo mercado.

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros, (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,01 ponto percentual, para 11,37%. O contrato para janeiro 2011 também tinha desvalorização de 0,01 ponto, a 11,47%. E janeiro 2012 apontava 11,57%, com queda de 0,04 ponto.

Na ponta curta, o DI para julho de 2009 caía 0,05 ponto, para 12,08% ao ano. E o vencimento para março de 2009 perdia 0,04%, projetando 12,97%.

Segundo o Banco Fator, a desaceleração das vendas é mais uma informação que abre espaço para corte relevante da taxa de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que acontece na próxima semana.

O economista-chefe da instituição, José Francisco de Lima Gonçalves, afirma que cabe uma redução de 0,75 ponto percentual na taxa básica, mas não acredita que os membros do Copom farão isso.

Pelo histórico de atuação do colegiado, Gonçalves acredita que o BC deve promover cortes de 0,5 ponto percentual em um ciclo de afrouxamento mais longo, com cinco ou seus quedas, ao invés de cortes mais acentuados dentro de um ciclo mais curto.

Segundo o economista, a decisão deve ser difícil e não consensual, pois os membros que acreditam em possibilidade de contaminação da inflação pelo câmbio não mudaram sua visão, assim como aqueles que enxergavam risco maior para a atividade.

" Os DIs já precificam corte de 0,75 ponto na semana que vem e frustrar essa expectativa não é a cara do Copom, como também não é a cara do Copom começar com corte de 0,75 ponto " , avalia.

Para Gonçalves, o certo é que argumento para manter a taxa de juros estável não existe e o maior risco no momento é uma queda desnecessária na atividade e uma taxa de juros muito elevada que atrapalhe as finanças públicas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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