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Fracassa a leilão de bois pirata apreendidos na Amazônia

Fracassou a primeira tentativa do governo de vender 3.500 cabeças de gado, chamadas pelo ministro Carlos Minc de boi pirata, que eram criadas irregularmente em uma área de conservação da Amazônia localizada em Altamira (PA) dentro da Estação Ecológica Terra do Meio.

Agência Estado |

Frigoríficos, pecuaristas e produtores rurais não tiveram interesse na compra dos 45 touros, 2.100 vacas, 800 novilhos e 555 bezerros oferecidos por meio do sistema eletrônico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O preço de abertura de todos os lotes somados foi de R$ 3,9 milhões. O governo fará uma nova tentativa de venda na próxima segunda-feira, mas deve mudar o edital. O dinheiro será destinado a projetos sociais coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), incluindo o Fome Zero. "Tinha comprador para todo o lote, mas o preço estava acima do mercado", informou por meio de nota o vice-presidente da Bolsa de Cereais de São Paulo, Reinaldo Rosanova.

Para Guilherme Minssen, leiloeiro e zootecnista que trabalha na região da Amazônia Legal, a dificuldade para retirar os lotes da fazenda Lourilândia, onde os animais eram criados, também contribuiu para o fracasso do leilão. "Não adianta só ter gado para comercializar. É preciso viabilizar a estrutura de transporte para compra e venda", explicou Minssen. Ele lembrou que a região da fazenda é de difícil acesso. "Os custos para transporte também precisam ser computados." O comprador é responsável pela retirada do lote, de acordo com o edital da Conab.

Essas dificuldades serão consideradas pelo governo. Nesta semana, o valor será reavaliado por técnicos que vão considerar a complexidade de retirada do gado da área. "O Ibama acredita que isso fará com que haja um deságio no preço inicialmente proposto", avalia o diretor de Proteção Ambiental do órgão, Flavio Montiel. O superintendente da Conab, João Cláudio Dalla Costa, disse que o resultado do leilão não surpreendeu o governo. "É uma reação normal do mercado, principalmente por se tratar de uma primeira operação de leilão desse gado", disse.

Além disso, pecuaristas da região podem ter ignorado o leilão do "boi pirata" em um gesto de solidariedade ao proprietário do lote de animais. Desde 2005, a área da Estação Ecológica da Terra do Meio foi declarada de conservação. Há um ano, a Justiça determinou a saída dos criadores de gado do local.

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