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Fórum Latibex destaca força da América Latina para enfrentar a crise

Madri, 19 nov (EFE).- O Fórum Latibex, que reúne em Madri diretores de mais de 60 empresas espanholas e latino-americanas, começou hoje com bons augúrios sobre a força da América Latina para enfrentar a crise econômica global.

EFE |

Essas previsões positivas chegaram de todas as frentes: instituições públicas e empresas privadas.

O presidente do grupo Bolsas e Mercados Espanhóis (BME), Antonio Zoido, destacou que embora a América Latina não esteja alheia à conjuntura internacional atual, a maioria de seus países está "em melhor posição do que nunca" para enfrentar a crise.

Na inauguração da décima edição deste fórum, Zoido atribuiu a boa situação da região à maturidade de seus mercados de capitais.

Ele assegurou também que a América Latina manterá seu crescimento "porque assim pede sua estrutura demográfica" e a expansão de suas classes médias.

Por sua parte, o presidente do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), Francisco González, insistiu em que pela primeira vez em uma crise econômica global, a América Latina não entrará em recessão e em 2009 será uma das poucas regiões do mundo em ter um "crescimento positivo", que avaliou em 2%.

González destacou que a América Latina, onde sua entidade investiu mais de US$ 14 bilhões e conta com 26 milhões de clientes bancários, está mais bem preparada para sair da crise que em épocas passadas.

E isso devido às fortalezas que a região desenvolveu nos últimos anos, como um menor nível de endividamento e as numerosas reservas acumuladas durante o período de altos preços das matérias-primas.

O Grupo BBVA quer continuar crescendo na região, que apresenta, de acordo com González, alguns riscos, como a concentração das exportações em algumas poucas matérias-primas e a excessiva interferência de alguns Governos na ação dos mercados.

O presidente da Repsol YPF, Antonio Brufau, concordou com González em sua avaliação: a América Latina está mais preparada para enfrentar a crise, embora no que diz respeito ao setor energético apresente mais "penumbras" do que em outros, como as telecomunicações.

Entre essas "penumbras", destacou que alguns países da região ainda recorrem à intervenção do Estado "para mitigar as forças da economia livre", apesar de ter reconhecido os avanços nesse campo em países como Brasil, Colômbia, México e Argentina.

Durante seu discurso no X Fórum Latibex, o presidente da Repsol YPF disse que a região ibero-americana reportará este ano à companhia 65% de seu resultado de exploração (Ebitda), com 5 bilhões de euros (US$ 6,3 bilhões).

Por sua vez, o presidente da Telefónica, César Alierta, previu que o setor das telecomunicações crescerá a taxas superiores a 7,4% anual na América Latina entre 2007 e 2012, acima da média mundial, o que vai ser uma das "alavancas de crescimento" da região e de seu grupo.

"Tivemos clara vocação na América Latina, conhecemos a realidade da região e seu potencial", disse Alierta, que assegurou que a receita da Telefónica na região, um terço do total, crescerão de forma "muito grande".

O Fórum, organizado na capital espanhola pela Bolsa de Madri e pelo BME, se centrou em sua jornada inaugural em dois países, Brasil e Chile.

Na quinta-feira, os conferencistas, entre os quais figuram representantes de companhias como Petrobras, Endesa e Cemex, se centrarão no desenvolvimento de infra-estruturas e na evolução de mercados de matérias-primas, como o petróleo.

Na sessão de encerramento, na sexta-feira, serão analisados os efeitos da crise econômica nos mercados financeiros e o papel que os pequenos investidores e acionistas desempenham em momentos de crise.

O Latibex reúne as empresas americanas cotadas em euro na Bolsa de Madri. EFE eco-ep/ma

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