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Fórum Econômico Mundial alerta para queda da China e crise fiscal

Judith Mora. Londres, 13 jan (EFE).- A desaceleração econômica na China, uma crise fiscal nos países desenvolvidos e a contínua queda dos ativos imobiliários são alguns dos riscos que a economia global enfrenta em 2009, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial apresentado hoje em Londres.

EFE |

O estudo, intitulado "Riscos globais 2009", servirá de base para a reunião anual do Fórum, no dia 28 de janeiro em Davos, que se concentrará em "definir a agenda de depois da crise".

Neste ano, o mundo enfrenta diversos riscos derivados em parte da crise econômica que castigou 2008, dentre os quais se destacam uma crise alimentícia, instabilidade das matérias-primas, queda do dólar, diminuição de recursos naturais (energia, água, terra) e fissuras no "governo global".

A queda do crescimento na China, para abaixo de 6% , terá efeitos em uma economia mundial por si só já debilitada, além de atingir internamente no país, com graves conseqüências para sua força de trabalho, seu nível de importações e inclusive o meio ambiente, assinalaram os analistas.

Os países desenvolvidos, por sua vez, devem ficar atentos a uma possível crise fiscal com efeitos de longo prazo, após assumir grandes déficits ao injetar bilhões em suas economias e sistemas financeiros.

Ao decidir suas políticas, esses países, com crescentes gastos públicos e populações envelhecidas, "devem valorizar todos os riscos" e "não perder a perspectiva" além do futuro imediato, advertiu o economista-chefe do Zurich Financial Services, Daniel Hofmann, em entrevista coletiva.

Hofmann alertou ainda que continuará a queda dos ativos, sobretudo os imobiliários, nos mercados de valores, já que, embora já tenham caído, em média, mais de 50%, "ainda não chegaram ao fundo do poço".

Não se quebrou círculo vicioso que representam a queda do valor dos ativos e as pressões sobre as posições de capital das entidades financeiras, assinalou.

Raj Singh, responsável de risco para a resseguradora Swiss Re, advertiu de outro risco para a economia: a mudança climática, que afetará muito mais os países em desenvolvimento, mas terá efeitos econômicos globais, pelo que, disse, os Governos "não podem olhar para outro lado" na hora de planejar seus investimentos.

Segundo John Drzik, do Oliver Wyman Group, é importante que as empresas e os estados aprendam a considerar o risco.

A atual crise tomou todos de surpresa porque esse conceito "ainda não tinha batido nas consciências", nem havia mecanismos em andamento para identificar os riscos e minimizá-los.

Drzik assinalou que precisava mudar os modelos de avaliação de risco, já que as estatísticas ou as classificações de agências têm seus "limites".

Os analistas coincidiram em que para fazer frente aos riscos futuros, é importante que haja mecanismos de identificação, que se atue com coordenação internacional e que os Governos "façam o que prometem", sem perder jamais a perspectiva no longo prazo.

Hofmann ressaltou que, no caso de introduzir regulação, esta "deve apontar para a tomada excessiva de riscos e não para o comportamento" de indivíduos ou instituições, já que estes "sempre atuarão por seu próprio interesse".

Ao resumir os desafios atuais, o economista lembrou que "2008 foi o ano em que a crise bateu no sistema financeiro, enquanto 2009 será o ano em que a crise passará à economia real". EFE jm/jp

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