Bruxelas, 28 set (EFE).- O Fortis venderá os ativos do ABN Amro que adquiriu no ano passado por 10 bilhões de euro e receberá uma injeção de dinheiro público de 7 bilhões de euros, informou hoje a agência Belga.

Segundo o jornal "De Standaard", o holandês ING ficará com os ativos do ABN Amro.

Os Governos belga e luxemburguês oferecerão 7 bilhões de euros ao grupo bancário e de seguros para tirá-lo da crise.

Estas medidas estão em um documento que estava com o executivo-chefe do Fortis, Filip Dierckx, em sua chegada à residência do primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, onde as autoridades belgas e holandesas realizam um encontro de urgência para salvar a entidade.

Segundo esse documento, também está prevista a renúncia do presidente do Conselho de Administração do Fortis, Maurice Lippens.

A edição on-line do jornal econômico "L'Echo" afirma que o Governo belga fornecerá 4,5 bilhões de euros à filial belga de bancos, enquanto o de Luxemburgo injetará outros 2,5 bilhões de euros na divisão bancária luxemburguesa.

Desta maneira, as autoridades buscam garantir a estabilidade do Fortis, cujo núcleo de negócio se localiza no Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), mas que tem presença em mais de 50 países e está entre as 20 maiores entidades da Europa.

As negociações para salvá-la da crise em que se viu imersa devido à explosão das turbulências financeiras e dos problemas para assimilar a aquisição do ABN Amro se intensificaram neste fim de semana.

Além dos contatos entre os Governos belga, holandês e luxemburguês e os supervisores financeiros, houve hoje a presença do presidente do Banco Central Europeu (BCE), que foi a Bruxelas para analisar a situação com Leterme.

O objetivo é enviar um sinal de tranqüilidade aos mercados antes do início do próximo pregão das bolsas.

Na semana passada, os rumores em torno da situação financeira do Fortis e sobre seus planos de futuro prejudicaram sua cotação e o banco acumulou cinco pregões consecutivos de quedas, que acabaram na sexta-feira em uma perda de mais de 20%. EFE epn/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.