Um grupo de cinco fornecedores da Varig antiga (Flex) prepara uma ação judicial para pedir a decretação da falência da companhia. A informação é do advogado desses credores, Fabrício Scalzilli.

Segundo ele, apesar de a continuidade da recuperação judicial da Flex prever uma blindagem contra esse tipo de pedido, há uma brecha. O "calcanhar de Aquiles", diz ele, são as despesas correntes da Flex, que não estão sendo pagas e já somam R$ 1 bilhão.

"Uma das premissas da recuperação judicial da empresa é o pagamento das despesas correntes. Como trata-se de um ato que não está sendo cumprido, cabe pedido específico de falência", afirma Scalzilli.

Ele lembra que seus clientes são credores que "não fazem parte do hall" da recuperação judicial. Por isso, são chamados extraconcursais. Dentro de um mês, o advogado pretende ajuizar o pedido na 1ª Vara Empresarial do Rio, onde corre a reestruturação da Flex.

Há duas semanas, a Justiça do Rio indeferiu uma petição de Scalzilli solicitando a falência da Flex, que havia sido encaminhada há seis meses. De acordo o advogado, a orientação dada a ele é a de que o pedido de falência deve ser ajuizado na forma de uma ação judicial própria. Tanto a 1ª Vara Empresarial do Rio quanto a Flex foram procuradas, mas não retornaram até o fechamento desta nota.

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