Barcelona, 19 nov (EFE).- A crise no setor automotivo estendeu-se às fornecedoras das grandes montadoras e levou empresas como a espanhola Acciona, prestadora de serviços de logística e limpeza à Nissan, a demitir empregados.

A firma apresentou hoje um expediente de regulação de emprego, procedimento para extinguir relações trabalhistas e garantir direitos dos funcionários.

No dia 10 de novembro, a direção da Nissan na Espanha apresentou dois expedientes de regulação de emprego, nos quais prevê a demissão de 1.288 funcionários até dezembro deste ano e de outros 392 em setembro de 2009 em uma das fábricas de Barcelona.

O corte de 322 postos de trabalho, que a Acciona comunicou hoje aos sindicatos, afetará os centros de trabalhos que a empresa tem nas duas fábricas da Nissan na província de Barcelona.

Nessas duas unidades, a Acciona conta com 629 funcionários, ou seja, a empresa demitirá metade de seu pessoal.

Segundo os sindicatos, a Acciona justifica a apresentação dos expedientes de regulação de trabalho às autoridades trabalhistas por motivos de produção e da organização, as mesmas alegadas pela Nissan em sua intenção de despedir mais de 1.600 empregados.

A decisão da Nissan provocou uma cadeia de demissões e regulação de empregos temporários em empresas fornecedoras, como a Acciona.

Ontem, a fabricante de autopeças Esteban Ikeda apresentou um expediente de regulação de emprego para demitir 108 empregados de sua fábrica de El Prat de Llobregat, na província de Barcelona, onde trabalham 260 pessoas.

A iniciativa da Esteban Ikeda se soma à de várias empresas afetadas pela redução da produção da Nissan, como é o caso da Visteon, Delphi e Ficosa. EFE gb/wr/jp

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