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RIO - O crescimento dos investimentos foi o principal motor, na ótica da demanda, para o avanço de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre perante igual período do ano passado. Nesta base de comparação, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 16,2%, o melhor resultado para a série histórica iniciada em 1996 e o quinto avanço trimestral consecutivo acima de 14%, sempre no comparativo com igual período do ano anterior.

De acordo com a gerente de Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, o salto dos investimentos no segundo trimestre foi puxado pela construção civil e pela importação de máquinas e equipamentos. A construção civil avançou 9,9% no segundo trimestre, com destaque para a alta de 26,7% no crédito direcionado ao setor de habitação e para o aumento de 5% da população ocupada no setor.

Já as importações de máquinas e equipamentos tiveram participação importante no acréscimo de 25,8% das Importações de Bens e Serviços no segundo trimestre.

Com certeza, o que menos influenciou a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no trimestre foi a produção nacional de máquinas e equipamentos, apesar dessa produção também estar crescendo bastante. A construção civil e a importação tiveram um crescimento bem maior , frisou Rebeca, lembrando que a construção tem peso de 40% e o setor de máquinas e equipamentos, com produção nacional e importações, pesa 60% dentro da FBCF.

Como conseqüência da Formação Bruta de Capital Fixo, a taxa de investimento na economia brasileira - fatia dos investimentos como proporção do PIB - alcançou 18,7% no segundo trimestre, o maior patamar desde o início da série, no segundo trimestre de 2000.

O determinante para o recorde obtido pela taxa de investimentos foi o crescimento do volume , salientou Cláudia Dionísio, integrante da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE.

Os investimentos também foram destaque no semestre. Entre janeiro e junho, a FBCF cresceu 15,7%, enquanto o PIB subiu 6%. Mais uma vez, as importações, com alta de 22,4%, colaboraram para o aumento dos investimentos. Já a taxa de investimentos atingiu 18,5% no semestre, recorde para a série iniciada em 2000.

Rebeca ressaltou que a FBCF se beneficiou do calendário eleitoral deste ano, uma vez que as obras públicas executadas em 2008 entram no cômputo dos investimentos.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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