O presidente mundial da Ford, Alan Mulally, deve anunciar amanhã ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, um aporte extra ao programa de R$ 4 bilhões em investimentos no Brasil para os próximos cinco anos e a produção de um carro mundial, um modelo similar ao que a marca fabricará em vários países, incluindo europeus e os Estados Unidos. Em sua primeira visita ao País desde que assumiu o cargo, em 2006, Mulally disse ontem em São Paulo que a filial brasileira está preparada para desenvolver veículos que possam ser feitos em qualquer parte do mundo.

O presidente mundial da Ford, Alan Mulally, deve anunciar amanhã ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, um aporte extra ao programa de R$ 4 bilhões em investimentos no Brasil para os próximos cinco anos e a produção de um carro mundial, um modelo similar ao que a marca fabricará em vários países, incluindo europeus e os Estados Unidos. Em sua primeira visita ao País desde que assumiu o cargo, em 2006, Mulally disse ontem em São Paulo que a filial brasileira está preparada para desenvolver veículos que possam ser feitos em qualquer parte do mundo. "O Brasil de fato será um dos nossos centros de desenvolvimento de produtos globais", afirmou. "Ao longo do tempo, vamos ter mais produtos desenvolvidos, projetados e feitos aqui." Atualmente, a maioria dos modelos fabricados no Brasil foi desenvolvida principalmente na Europa, com exceção do EcoSport, projetado por brasileiros e criado em conjunto com a matriz do grupo. Mulally reconheceu que a subsidiária brasileira, que tem contribuído positivamente com os resultados financeiros do grupo há seis anos, precisa se inserir melhor nos projetos mundiais da companhia. Um dos projetos já em desenvolvimento é o do novo EcoSport, que passará a ser um veículo mundial para exportação e produção em outros mercados. Mulally, de 64 anos, é o responsável pelo plano global chamado de One Ford (Uma Ford), que ajudou a empresa a se recuperar de prejuízos recordes de US$ 12,6 bilhões em 2006 e US$ 14,7 bilhões em 2008 e a escapar da concordata durante a fase mais aguda da crise internacional no ano passado, quando suas concorrentes General Motors e Chrysler tiveram de recorrer à ajuda financeira do governo americano para não falir. O executivo vai se encontrar hoje com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, também para falar de novos projetos. O país vizinho é responsável pela produção de modelos de maior porte, como o Focus, enquanto o Brasil fica com os compactos Ka e Fiesta, além do utilitário-esportivo EcoSport. Mulally não deu detalhes ontem sobre o anúncio que fará ao presidente Lula. O aporte extra será pequeno, apenas para complementar o programa de R$ 4 bilhões anunciado para o período de 2011 a 2015, que contempla a ampliação da capacidade produtiva de Camaçari (BA) de 250 mil para 300 mil unidades/ano. Compromisso. O carro mundial a ser feito no País em dois a três anos deve ser montado na plataforma do novo Fiesta, que será lançado este ano nos EUA com motor fabricado no Brasil, na unidade de Taubaté (SP). A ideia é ter uma família de produtos derivada dessa nova plataforma mundial. Mulally adiantou que entre 60% e 65% das peças do novo Fiesta serão iguais em todo o mundo, o que reduzirá custos, uma das metas do seu programa de reestruturação. "Vim aqui para reafirmar o compromisso da Ford com o Brasil", afirmou o executivo, que lembrou de passagens anteriores pelo País quando presidia a Boeing, onde trabalhou por 37 anos. "Tive a honra de fornecer os melhores aviões do mundo ao mercado brasileiro", brincou. Ele chegou ao País no sábado, passou o fim de semana conhecendo praias e a cidade histórica de Salvador, visitou a fábrica local e ontem esteve na unidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde conversou com funcionários e testou vários carros. À noite, encontrou-se com concessionários. Mulally veio acompanhado do presidente da Ford para as Américas, Mark Fields, e do responsável pelas operações no Canadá, México e América do Sul e também do marketing global do grupo, Jim Farley. A Ford é a quarta maior montadora brasileira, com 11,2% de participação nas vendas no primeiro trimestre. Para a matriz americana, é a terceira maior em vendas. No ano passado, foram mais de 300 mil unidades, lembrou o presidente da Ford do Brasil, Marcos de Oliveira. Recursos R$ 4 bilhões é o total do plano de investimentos anunciado pela Ford para o Brasil para o período de 2011 a 2015. O presidente da empresa deve anunciar amanhã um reforço nesse plano 300 mil automóveis passarão a ser produzida na fábrica de Camaçari, na Bahia, após a ampliação prevista no plano de investimentos. Atualmente, a fábrica produz cerca de 250 mil automóveis por ano 11,2% foi a participação da Ford no mercado doméstico de automóveis no primeiro trimestre. A empresa é a quarta montadora no ranking de vendas no Brasil. No ano passado, foram mais de 300 mil unidades vendidas no País
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.