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Ford propõe plano de resgate de US$ 14 bi ao Congresso

Washington, 2 dez (EFE).- A montadora Ford apresentou hoje ao Congresso dos Estados Unidos um plano detalhado para seu resgate financeiro a longo prazo, que inclui um investimento de US$ 14 bilhões em alta tecnologia nos próximos sete anos.

EFE |

A empresa, uma dos três principais fabricantes de automóveis dos EUA, apresentou o plano exigido pelo Congresso antes mesmo deste examinar uma estratégia de resgate de US$ 25 bilhões para a indústria automotiva como um todo.

A Ford foi a primeira a apresentar o plano perante a Comissão de Bancos do Senado, na data em que vence o prazo para que as chamadas "Três Grandes de Detroit" expliquem aos legisladores sua iniciativa de reestruturação e viabilidade para o setor a longo prazo.

A companhia, que desde 2005 fecha todos os anos no vermelho, diz no plano que espera gerar lucro em 2011.

No total, a Ford solicita ao Congresso até US$ 9 bilhões em empréstimos que lhe permitam contornar uma das piores crises que o setor já enfrentrou.

"Para a Ford, os empréstimos do Governo serviriam como uma linha de defesa ou uma salvaguarda importante contra condições deteriorantes, enquanto implementamos uma transformação em nossa companhia", explicou em comunicado seu presidente e principal executivo, Alan Mulally.

Entre outros elementos, o plano da Ford inclui um investimento de cerca de US$ 14 bilhões nos próximos sete anos em tecnologias de ponta e em produtos que melhorem o consumo de combustível nos automóveis.

Também prevê cancelar as bonificações aos gerentes em 2009, assim como os pagamentos com base no mérito para seus empregados na América do Norte em 2009.

Além disso, antecipa uma maior fabricação de veículos híbridos e carros elétricos que funcionem com bateria e a venda de sua frota de aviões corporativos para aumentar sua liquidez.

Se prevê que, da mesma forma que o da Ford, os planos da General Motors e da Chrysler incluam pontos relacionados à redução de salários para os executivos, o refinanciamento da dívida, concessões do sindicato e a possível venda de algumas marcas.

O Congresso deve realizar audiências nas próximas quinta e sexta-feira para avaliar os planos das três fabricantes e a possibilidade de votar uma estratégia de resgate para o setor. EFE mp/rr

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