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Ford expressa otimismo apesar de perdas de US$ 14,5 bi

Washington, 29 jan (EFE).- Os diretores da Ford lançaram hoje uma mensagem de moderado otimismo sobre o futuro da empresa, apesar de a fabricante americana de veículos ter anunciado um prejuízo de US$ 14,571 bilhões em 2008.

EFE |

O ano passado foi o terceiro consecutivo em que a Ford, que perdera US$ 2,723 bilhões em 2007, fechou no vermelho.

Porém, durante uma teleconferência com analistas e jornalistas, o presidente e executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, se mostrou convicto da viabilidade da empresa a longo prazo.

Mulally disse que, no último trimestre do ano passado, o mercado automobilístico sofreu uma contração "extraordinária" no mundo inteiro e que a Ford sentiu este baque em seus resultados.

O diretor acrescentou que, "em resposta a estes desafios", a montadora tomou medidas decisivas e que repercutiram positivamente, o que faz seus executivos estarem seguros de que o plano que seguem é o mais adequado "para sobreviver a esta retração mundial".

Mulally mostrou-se confiante de que a Ford sairá da crise "como uma companhia mais leve, globalmente integrada e preparada para manter o crescimento a longo prazo".

Por enquanto, apesar dos resultados negativos, Mulally reiterou que a empresa "não precisa de empréstimos do Governo dos Estados Unidos, a menos que ocorra uma desaceleração econômica ainda mais profunda ou um evento significativo no setor", como a falência de uma de suas principais concorrentes.

A situação da Ford difere da de suas rivais americanas, a General Motors (GM) e a Chrysler, que se viram obrigadas a pedir US$ 17,4 bilhões em empréstimos a Washington para poder manter suas operações pelos próximos meses.

A Ford reiterou "que tem liquidez suficiente para financiar seu plano empresarial e investimentos em produtos".

No fim do ano passado, a companhia havia dito que tinha uma liquidez de US$ 24 bilhões de dólares e que acrescentaria aos seus ativos outros US$ 10,1 bilhões, procedentes de suas linhas de crédito e do adiamento de um pagamento de US$ 2 bilhões ao sindicato United Auto Workers (UAW).

Mulally disse que esse aumento de US$ 10,1 bilhões na liquidez da Ford é uma resposta "à instabilidade dos mercados de capitais".

Segundo os números apresentados hoje pela montadora, no último trimestre de 2008 a companhia teve um prejuízo de US$ 5,875 bilhões, superior ao de US$ 2,8 bilhões registrado em igual período do ano passado.

Grande parte das perdas sofridas entre outubro e dezembro reflete a dramática queda das vendas em nível mundial. No último trimestre de 2008, a Ford vendeu apenas 1,138 milhão de automóveis, 505 mil a menos que nos mesmos meses de 2007.

Assim como as venda, a receita da fabricante também diminuiu no trimestre passado e em todo o ano de 2008, para US$ 29,2 bilhões e US$ 139,3 bilhões, respectivamente.

No entanto, a empresa espera chegar a 2011 fora do vermelho. Para isso, anunciou que se "reestruturará de forma agressiva" para voltar a "ser rentável" com os níveis de demanda esperados para 2009, quando as vendas mundiais de veículos devem cair 10%.

Por ora, a Ford anunciou hoje que este ano eliminará 1,2 mil vagas em seu braço financeiro, a Ford Motor Credit, que também terminou 2008 no vermelho, com um prejuízo de US$ 1,536 bilhão.

A montadora disse ainda que chegou a um acordo com o sindicato UAW para encerrar um programa a partir do qual pagava quase o valor total de um salário a ex-funcionários. EFE jcr/sc

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