A montadora americana Ford anunciou nesta terça-feira uma alta de 3,1% em um ano em suas vendas de unidades novas nos Estados Unidos em outubro, uma recuperação depois da queda de setembro.

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A Ford estimou, em um comunicado, que sua participação no mercado superou os 15% em outubro, um avanço em um ano e o mais elevado nos nove primeiros meses de 2009.

"A demanda dos consumidores pelos novos modelos sustentou os ganhos de cota do mercado da Ford", comentou seu vice-presidente, Ken Czubay.

"Oitenta por cento de nossas vendas em outubro provém de nossos novos modelos 2010", acrescentou.

Na véspera, a agência de classificação financeira Moody's elevou em um grau a nota da montadora Ford, que passou a B3, assinalando os avanços de rentabilidade conquistados depois da publicação de resultados considerados muito melhores que o esperado.

"Este aumento reflete os importantes progressos que a Ford continua fazendo para reforçar sua oferta de produtos, mantendo liquidez substancial em seus balanços", diz a Moody's em comunicado.

A Ford também anunciou na segunda-feira um lucro líquido de US$ 997 milhões e um resultado operacional de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre, seu primeiro superávit desde o começo de 2008.

No terceiro trimestre do ano passado, o grupo havia registrado perda de US$ 161 milhões, segundo comunicado da empresa.

Os resultados anunciados hoje são muito superiores às expectativas do mercado, que antecipava uma perda líquida de 12 centavos por ação. A Ford registrou, na realidade, um lucro de 26 centavos por ação.

A Ford informou que seus carros das marcas Ford, Lincoln, Mercury e Volvo venderam 136.920 unidades no mês passado.

É "um pequeno milagre" para a única montadora americana que se salvou da quebra este ano, considerou o analista Douglas McIntyre no site 247WallSt.com. "Ninguém acreditava que a Ford pudesse ganhar dinheiro na América do Norte, exceto a própria Ford", afirmou.

Foi justamente na América do Norte, que a Ford registrou um resultado operacional sem os impostos de US$ 357 milhões - o primeiro resultado positivo desde o primeiro trimestre de 2005.

Os bons resultados devem-se a uma melhora das vendas, em particular nos Estados Unidos, assim como a uma importante redução dos custos. Esta redução foi de US$ 1 bilhão para totalizar US$ 4,6 bilhões nos nove primeiros meses do ano. A cifra é superior aos objetivos do grupo (US$ 4 bilhões).

O volume de negócios foi, no terceiro trimestre, de US$ 30,9 bilhões.

As cifras foram impulsionadas, em parte, devido às reduções de postos de trabalho mas, também, graças a uma popular medida do governo de estímulo às vendas, o programa chamado de "dinheiro por sucata".

General Motors

Já a General Motors anunciou que sua cota no mercado "aumentou pelo terceiro mês consecutivo, chegando a 21% do total de veículos leves".

A GM vendeu 177.603 veículos no mês passado, um avanço de 4,1% em 12 meses, mas que ficou abaixo da previsão divulgada no site especilizado Edmunds.com (+5,7%).

Chrysler vendeu 65.803 unidades em outubro, o que significa um avanço de 6% em relação a setembro, mas é também uma queda de 30% em 12 meses.

"O Grupo Chrysler aposta na retomada das vendas em novembro e dezembro, meses tradicionalmente bons para a venta de 'SUV', e nossa marca Jeep oferece os melhores".

A nova Chrysler emergiu da concordata este ano com a participação da italiana Fiat e o apoio dos governos de Estados Unidos e Canadá.

O grupo anunciou que oferecerá financiamentos com 0% de juros em novembro, além de outros incentivos.

Em setembro, as vendas da GM caíram 20% e as da Chrysler, 42%.

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