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Forças ocidentais não impedem seqüestros

Mesmo com uma ampla força marítima internacional monitorando a costa da Somália, piratas conseguiram seqüestrar pelo menos três barcos estrangeiros nos últimos quatro dias. Desafiando os navios da Otan, da Rússia e dos EUA que protegem a região, os piratas foram mais longe - até a costa do vizinho Quênia - e capturaram um superpetroleiro saudita.

Agência Estado |

A audácia dos ataques mostra que uma patrulha militar não é capaz de controlar os piratas. "Não temos capacidade naval para cobrir toda a área sob ameaça", disse Robert Middleton, especialista em África do instituto Chatham House. "Ações marítimas na área são como um curativo, lidam com os sintomas e não a causa", disse Jason Alderwick, do International Institute for Strategic Studies, lembrando que frotas estrangeiras enfrentam desafios como patrulhar uma região equivalente aos mares Vermelho e Mediterrâneo juntos.

Por isso, a recente onda de seqüestros torna ainda mais importante a necessidade de pôr fim aos 17 anos de conflito na Somália. Para os especialistas, enquanto não houver um governo central na Somália, a pirataria continuará e tentativas militares de lidar com o problema fracassarão.

Exceto por um breve período em 2006 (quando uma milícia islâmica conseguiu se manter no poder), a Somália vive mergulhada na anarquia desde 1991, quando milícias derrubaram o ditador Siad Barre. O caos tornou o país o mais falido do mundo, onde quase metade da população depende de ajuda humanitária para sobreviver.

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