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Fontes:TIM quer novas captações, mesmo após obter R$ 1,51 bi do BNDES

Mesmo após obter uma linha de até R$ 1,51 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a TIM segue conversando com instituições financeiras privadas, no Brasil e no exterior, para avaliar novas opções de financiamento. A operadora também cogita rolar parte de sua dívida de curto prazo, segundo fontes de mercado.

Agência Estado |

A empresa tem programado para 2008 um investimento em ativo permanente (Capex) de R$ 3,6 bilhões - R$ 1,7 bilhão serão desembolsados ao longo do segundo semestre. Os aportes programados para o ano já consideram o valor de R$ 1,3 bilhão das licenças de telefonia móvel de terceira geração (3G), dos quais 10% já foram pagos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O dinheiro contratado com o BNDES garante à TIM um fluxo de caixa adicional para seus planos de investimentos, mas não pode ser usado para quitar as outorgas de 3G. Pelo contrato firmado com o banco de fomento, a utilização dos recursos está vinculada a investimentos em infra-estrutura - aumento da cobertura e da velocidade de transmissão de dados, por exemplo -, sendo que componentes e software devem ser nacionais.

O equivalente a 80% da linha de R$ 1,51 bilhão oscila conforme a variação da TJLP, mais juros anuais que vão de 1,3% a 2,6%, conforme um escalonamento previsto em contrato. Os 20% restantes são corrigidos pelo IPCA, acrescido de 8,93% ao ano. A TIM só pagará os juros e principal sobre o montante que utilizar. O crédito pode ser usado no limite de cinco anos e a operadora só começa a pagar o dinheiro que usar daqui a dois anos. A amortização acontece num prazo maior, em até oito anos. Diante das grandes necessidades de financiamento em 2008, em junho a TIM havia fechado com o Banco Europeu de Investimento (BEI) crédito no valor de 200 milhões de euros.

O empréstimo do BNDES, embora não possa ser utilizado para a compra das licenças, dá uma maior margem de manobra na gestão financeira da TIM, cujo caixa acumulava R$ 904 milhões ao final de junho. Com relação às dívidas de curto prazo, estão concentradas no primeiro trimestre. A empresa já rolou 33% das obrigações de R$ 1,26 bilhão que vencem até junho de 2009. E não descarta rolar a parcela remanescente, na tentativa de livrar o caixa de pressões.

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