RIO - O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria do país diminuiu 0,7% em dezembro de 2008 perante um mês antes. Os dados, ajustados sazonalmente, fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado marcou a terceira baixa sucessiva. No confronto com dezembro de 2007, no entanto, o valor da folha cresceu 4,1%, a 33ª taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano passado, houve acréscimo de 6%, com ampliação da folha de pagamento real em todos as localidades investigadas.

Considerando o confronto dezembro do calendário passado e mesmo período do exercício anterior, foram registrados aumentos salariais em 12 dos 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo (6%). Na sequência, figuraram Minas Gerais (4,1%) e Paraná (5,4%). Na divisão por setores, houve elevação salarial em 15 dos 18 setores fabris estudados, como meios de transporte (10,5%), máquinas e equipamentos (8,2%) e produtos de metal (10,2%).

A pesquisa mostrou também que o número de horas pagas na indústria retrocedeu pelo segundo mês seguido - no fim de 2008, a baixa foi de 1,7% em relação ao mês imediatamente antecedente, na série livre dos efeitos sazonais.

No comparativo com dezembro de 2007, houve redução de 1,8% no número de horas pagas, a menor taxa desde o mês final de 2003 (-1,9%). Em 2008 como um todo, o IBGE registrou ampliação de 1,9%.

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