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FMI vê risco de crise global prolongada e distúrbios sociais

Por Andrew Hay MADRI (Reuters) - A economia global pode cair em uma crise prolongada, espalhando tensões sociais, se os governos não expandirem e implementarem os pacotes de estímulo prometidos, afirmou o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, nesta segunda-feira.

Reuters |

O crescimento está desacelerando na China, à medida que a economia global sofre uma queda sem precedentes de produção e ruma para uma recessão, elevando os riscos de mais distúrbios civis como os vistos na Grécia, acrescentou Strauss-Kahn.

Sem urgência por parte dos governos, o início da recuperação econômica global no final de 2009 e início de 2010 pode ser adiada. "Muito ainda precisa ser feito e, se esse trabalho não funcionar, será difícil evitar uma longa crise", afirmou durante uma conferência.

Ele prevê protestos violentos se espalhando se o sistema financeiro não for reorganizado para beneficiar a todos e não apenas a elite.

O FMI vai provavelmente cortar sua previsão de crescimento global de 2,2 por cento no próximo mês, com os governos se mostrando pouco dispostos ou incapazes de injetar recursos públicos suficientes para restaurar a confiança econômica, afirmou.

Ele destacou que o programa de estímulo da União Européia, no valor de 1,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco, é insuficiente.

O FMI recomenda que os governos globais gastem um total de 2 por cento do PIB, ou 1,2 trilhão de dólares, para reduzir os riscos de uma recessão global.

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