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FMI vê derretimento dos mercados; EUA pedem paciência

Por Jeremy Pelofsky e Emily Kaiser WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional alertou neste sábado que os bancos endividados estão empurrando o mercado financeiro global para o derretimento, e que as nações ricas falharam até o momento em restaurar a confiança.

Reuters |

Os Estados Unidos pediram paciência enquanto líderes mundiais tentam restaurar a confiança dos mercados financeiros e evitar a pior recessão global em décadas, mas o FMI disse que mais medidas serão necessárias nos próximos meses.

"As intensas preocupações sobre o resgate de alguns dos maiores instituições financeiras dos EUA e da Europa empurraram o sistema financeiro global para perto do derretimento sistêmico", disse o chefe do FMI, dominique Strauss-Khan.

O presidente George W. Bush encontrou-se com os chefes das finanças do G7 e autoridades do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, e afirmou que as nações mais industrializadas do mundo compreenderam a gravidade da crise e trabalharão juntas para resolvê-la.

"Estou confiante de que as maiores economias do mundo podem superar os desafios que enfrentamos", disse Bush, acrescentando que Washington estava trabalhando o mais rápido possível para implementar um pacote financeiro de 700 bilhões de dólares aprovado na semana passada.

"Os benefícios não serão realizados da noite para o dia, mas, quando essas ações foram implementadas, ajudarão a restaurar a estabilidade de nossos mercados e a confiança das nossas instituições financeiras", disse Bush.

A confiança dos investidores está prejudicada e o pânico se espalhou pelos mercados globais, levando as bolsas de valores ao nível mais baixo em cinco anos na sexta-feira e os bancos a ajuntarem o seu capital.

As nações mais ricas do mundo prometeram na sexta-feira tomar todas as medidas necessárias para descongelar os mercados de crédito e assegurar que bancos possam levantar dinheiro, mas não deram detalhes sobre um curso de ação coletivo para evitar uma recessão global mais grave.

Em um comunicado surpreendentemente curto após três horas e meia de reunião, o G7 se limitou a apoiar um plano britânico para garantir o empréstimo entre bancos, algo que muitos investidores em Wall Street viam como vital para impedir que o pânico nos mercados fosse ainda maior.

Kenneth Rogoff, professor de Harvard e ex-economista-chefe do FMI, disse que o G7 teria sido de mais valia se tivesse adotado alguma versão do plano britânico, para que os bancos pudessem se sentir confiantes para acabar com o freio nos empréstimos.

"Dizer que eles tomarão todas as medidas necessárias deixa a questão de se eles sabem o que é o melhor e necessário fazer", afirmou ele à Reuters. "Acho que os mercados vão ficar muito decepcionados."

PRÓXIMAS MEDIDAS

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, afirmou que os mercados precisam de tempo para digerir uma série de medidas tomadas pelos bancos centrais do mundo nos últimos dias, incluindo a ingestão de bilhões de dólares nos mercados financeiros e a redução nas taxas de juros no maior corte coordenado já registrado na história.

Um encontro de emergência de líderes da zona do euro ocorrerá neste domingo e vai discutir um pacote de ajuda aos bancos, tomando a iniciativa britânica como referência, informou uma fonte próxima à Presidência francesa, embora a Grã-Bretanha, que não faz parte da zona do euro, estará ausente.

O plano britânico, lançado na semana passada, disponibiliza 50 bilhões de libras (86 bilhões de dólares) de dinheiro dos contribuintes para injeção nos bancos e, crucialmente, firma o empréstimo entre as instituições financeiras. A Alemanha também considera a possibilidade de colocar capital nos bancos, disse neste sábado a chanceler Angela Merkel.

Nos Estados Unidos, o setor automotivo foi especialmente atingido. A General Motors realizou encontros com a concorrente menor Chrysler LLC sobre uma fusão que iria juntar a 1 e a 3 maiores fabricantes de carros do país em um período no qual ambas estão batalhando para cortar custos, assegurou com uma fonte próxima ao assunto.

(Reportagem da equipe do G7)

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