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FMI socorre Islândia com US$ 2,1 bilhões

A Islândia conseguiu nesta sexta-feira um empréstimo de 2,1 bilhões de dólares (1,6 bilhão de euros) do Fundo Monetário Internacional (FMI) para tentar superar a crise que arruinou seu sistema bancário.

AFP |

"Uma missão do FMI e as autoridades islandesas chegaram a um acordo 'ad referendum' sobre um programa econômico apoiado por um empréstimo de cerca de 2,1 bilhões de dólares", declarou o diretor-geral da instituição, Dominique Strauss-Kahn, em um comunicado.

"O acordo poderá ser apresentado ao conselho executivo do FMI para ser aprovado no início de novembro", completou Strauss-Kahn, acrescentando que, depois de autorizado, a Islândia terá, imediatamente, 833 milhões de dólares.

No dia 6 de outubro, o FMI anunciou ter enviado uma missão ao país nórdico, no momento em que sua economia, muito dependente do setor bancário, já estava à beira do colapso e que sua moeda desmoronou (152 coroas por 1 euro).

Em entrevista coletiva, em Reykjavik, nesta sexta, o chefe da missão do FMI, Paul Thomsen, declarou que a Islândia conseguiria 4 bilhões de dólares suplementares, oriundos de outros países.

"Para o período de dois anos, o pacote de ajuda é de cerca de 6 bilhões de dólares, dos quais 4 bilhões de dólares provenientes de outros países", disse ele, sem anunciar os nomes dos Estados envolvidos.

Uma fonte próxima às negociações disse à AFP que uma delegação dos EUA chegou hoje a Reykjavik e que uma delegação norueguesa havia deixado o país ontem.

"Esse programa nos permitirá garantir o financiamento e ter acesso à expertise técnica necessária para estabilizar a coroa islandesa e contribuir para o desenvolvimento de um sistema financeiro mais saudável", comentou o primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, em nota divulgada em separado.

Em uma coletiva de imprensa, ele comentou que uma das condições é que a Islândia pague esse empréstimo entre 2012 e 2015.

"A Islândia se abre para um programa econômico ambicioso que visa a restaurar a confiança no sistema bancário, a estabilizar a coroa por meio de políticas macroeconômicas fortes", ressaltou o diretor-geral do FMI.

O país dos gêiseres baseou parte de seu crescimento no de um setor financeiro muito ativo no exterior.

No momento em que o setor financeiro se viu privado, em algumas semanas, dos capitais estrangeiros, devido à crise financeira mundial, o governo escolheu o método mais ortodoxo.

Dotando-se, no dia 6 de outubro, de um arsenal legislativo sem precedentes na Europa e que dava ao Estado a possibilidade de dirigir o setor bancário, o governo assumiu, então, o controle de três grandes bancos nacionais: Glitnir, Landsbanki e, enfim, Kaupthing.

A estatização dessas instituições surpreendeu o mercado e foi o golpe de misericórdia na confiança na economia da ilha.

O governo pediu, então, ajuda à Rússia, com a qual negocia a concessão de um empréstimo. Hoje, Haarde disse que as discussões em curso com Moscou tratam de um montante inferior aos 4 bilhões de euros inicialmente evocados.

Contatos nesse sentido também foram iniciados com os bancos centrais nórdicos.

Dt/tt/sd

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