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Moscou, 25 set (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou hoje para baixo as previsões de crescimento da economia russa para o período de 2008 a 2009.

A economia russa deveria crescer 7,1% este ano e entre 6% e 6,5% em 2009, anunciou Paul Tomsen, chefe da missão do FMI na Rússia e que foi citado pela agência "Interfax".

Curiosamente, o subdiretor-general do FMI, John Lipsky, revisou em junho passado em alta sua previsão de crescimento da economia russa em 2008 e 2009 até 8%.

A crise financeira internacional provocou recentemente a queda das ações de dois dos principais bancos da Rússia, o Sberbank e o VTB, e obrigou as autoridades reguladoras a ordenarem o fechamento das bolsas durante quase todo um dia.

Em todo caso, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, se mostrou contra usar as reservas de divisas (US$ 573 bilhões) e o Fundo de Estabilização, criado para pagar a dívida externa e agora destinado para resistir às oscilações dos mercados internacionais.

O ex-presidente também descartou uma possível "mudança de modelo de desenvolvimento" da Rússia, já que "os indicadores fundamentais estão bem".

"Acho que ninguém vai discutir comigo, já que é evidente que a principal razão das atuais dificuldades é a complicada situação nos mercados financeiros dos Estados Unidos e da Europa", declarou.

Tanto o FMI como o Banco Mundial afirmaram que o principal problema da Rússia é a inflação, que poderia alcançar este ano 14%, o que poderia ajudar um reaquecimento da economia nacional.

A economia russa cresceu 8,1% em 2007, o maior índice de crescimento desde 2000, quando o PIB experimentou um aumento de 10%.

Durante os oito anos de Putin como presidente russo a economia cresceu acima de 7% em 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 e 2007, enquanto em 2005 cresceu 6,4% e em 2006 6,8%.

Os índices de crescimento de 2005 e 2006 tinham colocado em interdição as promessas de Putin de duplicar o PIB para 2010, objetivo para o qual é imprescindível que a economia cresça anualmente acima de 7%. EFE io/fal

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