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FMI reduz projeção do PIB do país para 3% em 2009

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu ontem a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2009, de 3,5% para 3%, na revisão do relatório de Perspectiva Econômica Mundial (WEO, em inglês) publicado em outubro. Para 2008, o FMI mantém a projeção em 5,2%.

Agência Estado |

Ainda assim, para o FMI, o Brasil vai crescer mais que a economia mundial tanto em 2008 quanto em 2009.

No caso do México, o rebaixamento foi significativo para 2009, de 0,9 ponto porcentual, ou seja, a expansão será também de 0,9%. Para 2008, a redução foi marginal, deixando o PIB em 1,9%. Esses foram os únicos países da com projeções abertas nesse relatório para a região. O restante está compreendido na projeção para o Hemisfério Ocidental, ou seja, Américas.

Para essa região o corte da projeção foi de 0,7 ponto porcentual, levando o PIB para 2,5% em 2009. A redução para 2008 foi muito pequena (0,1 ponto), com o PIB projetado em 4,5%.

O Fundo também reduziu a projeção de crescimento da economia mundial para 2,2% em 2009, ante 3% estimados em outubro, de acordo o relatório de Perspectiva Econômica Mundial. Em outubro, durante o Encontro Anual, o FMI já havia cortado a projeção para o PIB mundial para 2009, ante os 3,9% que tinham sido estimados em julho.

Para 2008, o FMI também reduziu o PIB global de 3,9% para 3,7%. Em julho, a projeção do Fundo indicava PIB de 2008 em 4,1%. Quando estimou o PIB mundial em 3%, a direção do FMI disse que a taxa marcava o "ritmo mais lento desde 2002".

De acordo com o FMI, o PIB dos países emergentes deve ficar em 5,1% em 2009, ante 6,1% projetados em outubro. Para 2008, a projeção é de 6,6%, ante 6,9% estimados em outubro.

O PIB da Rússia teve desaceleração significativa na projeção, de 5,5% para 3,5%, em 2009. Para 2008, o número estimado é de 6,8%, ante 7%. Para a China, o PIB é estimado em 8,5% em 2009, ante 9,3% estimados anteriormente. Para 2008, o PIB deve ficar em 9,7%.

O FMI prevê que a economia dos Estados Unidos vai encolher 0,7% em 2009, ante 0,1% projetados em outubro. Para 2008, o Fundo mudou de idéia e desfez o aumento de projeção que havia feito no Encontro Anual. Estima agora que o PIB ficará em 1,4%, marginalmente alterado ante o índice anterior.

As economias avançadas como um todo devem ter PIB negativo em 2009. A projeção é de -0,3% em 2009 e 1,4% em 2008. Na zona do euro, deve ficar em -0,5% em 2009 e em 1,2% em 2008. O PIB do Japão deve encolher 0,2% em 2009 e ficar em 0,5% em 2008. O PIB do Reino Unido deve retroceder 1,3% em 2009 e crescer 0,8% este ano.

Para fazer a revisão da projeções, o Fundo assumiu o preço do petróleo em US$ 99,75 por barril em 2008 e em US$ 68 em 2009. Na revisão anterior, divulgada durante o Encontro Anual, em outubro, o Fundo havia utilizado preços de US$ 107,25 neste ano e US$ 100,50 em 2009.

"Apesar da decisão da Opep de reduzir a produção, a projeção de preço para o petróleo para o cenário central do FMI foi revisada para baixo em relação ao relatório de outubro, de cerca de US$ 100 para US$ 68 por barril", informa o texto.

Na revisão feita em julho, o preço do petróleo usado nas projeções era US$ 116,50 em 2008 e US$ 125 em 2009. De forma semelhante, preços de metais e alimentos caíram ante o pico recente. "Enquanto isso diminui a carga das famílias nas economias avançadas e emergentes na Europa e na Ásia, reduz a perspectiva de crescimento de outros emergentes."

Segundo a instituição, as projeções para a economia mundial e também para as diferentes regiões do globo têm base nas políticas atuais dos governos no mundo. "A ação global para dar suporte aos mercados financeiros e fornecer maior estímulo fiscal e afrouxamento monetário podem limitar o declínio do PIB mundial", avalia.

Segundo o FMI, a perspectiva de expansão global se deteriorou no último mês, com a continuidade da desalavancagem e a queda da confiança de produtores e consumidores. O Fundo rebaixou as projeções menos de um mês depois da divulgação do relatório WEO, no Encontro Anual, em outubro.

Para as economias desenvolvidas, as projeções para 2009 entraram no negativo, refletindo a primeira queda no período do pós-Guerra. Para os emergentes, "é esperado que o crescimento desacelere, mas ainda alcance 5% em 2009". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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