Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

FMI reduz a 2,5% previsão de crescimento da América Latina em 2009

Washington, 6 nov (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu hoje a 2,5% sua previsão de crescimento para a América Latina e a 3% a do Brasil - anteriormente, de 3,5% -, depois de cortar suas previsões para todos os países desenvolvidos do mundo pelo agravamento da crise econômica.

EFE |

Jörg Decressin, responsável pelo relatório, atribuiu a revisão dos números do Brasil à queda dos preços das matérias-primas que exporta, à demanda internacional e à recente redução da Bovespa.

A instituição diminuiu em sete décimos o cálculo para a região que havia antecipado há apenas um mês, visto que, desde então, a situação só piorou.

Até agora, a América Latina tinha agüentado bem a crise, mas o Fundo acredita que sua economia sofrerá uma retração brusca em 2009, pois perderá dois pontos de crescimento, contra os 4,5% previstos para este ano.

O México se ressentirá especialmente, pois crescerá apenas 0,9% em 2009, a metade do que o que o Fundo tinha previsto em outubro.

O FMI não deu dados de outros países da América Latina.

Para a entidade, a época de ouro dos exportadores de matérias-primas latino-americanos terminou.

O Fundo agora prevê que o barril de petróleo se cote a US$ 68, em média, em 2009, muito longe de seu máximo de US$ 147 de julho.

Ao mesmo tempo, os bancos internacionais se concentram em reduzir seus níveis de dívida em lugar de emprestar ou investir, o que provocou um êxodo de dinheiro dos países emergentes, segundo o organismo.

Essas nações sofreram as quedas das bolsas de valores mais afetadas, que chegaram a 40% em outubro, medidas em dólares, após a desvalorização de suas moedas.

Além disso, os mercados para seus produtos se diminuíram de forma súbita pela queda "drástica" da demanda nos países avançados, segundo o FMI.

Os consumidores e as empresas "simplesmente se assustaram e decidiram gastar menos", disse em entrevista coletiva, Olivier Blanchard, economista-chefe da entidade.

Estes fatores colocarão o crescimento do planeta em 2009 em 2,2%, oito décimos a menos do que o cálculo anterior do Fundo.

No passado, a entidade considerava um número menor que 3% como equivalente a uma recessão mundial, mas Blanchard mudou a definição após se incorporar à entidade há poucos meses.

Os Estados Unidos, origem da crise, sofrerão uma contração de 0,7% em 2009, segundo o Fundo, que reduziu em oito décimos sua previsão para o país.

Como grupo, nos países avançados a produção cairá 0,3%, a primeira contração anual desde a Segunda Guerra Mundial.

No passado, as economias ricas tinham sofrido recessões durante alguns trimestres, mas a média do ano havia se mantido positiva.

O FMI revisou suas previsões especialmente para apresentá-las na cúpula financeira de chefes de estado do G20, que acontecerá em Washington na próxima semana, disse à agência Efe Bill Murray, porta-voz do organismo.

Diante do pessimismo das previsões, Blanchard pediu mais intervenção pública.

"Uma expansão fiscal global é necessária neste momento", disse Blanchard, enquanto Decressin recomendou essa política especificamente aos Estados Unidos, Alemanha e China.

A outra frente de intervenção é a política monetária e nele atuaram hoje o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra, que reduziram seus juros, medidas que Blanchard qualificou como "úteis".

No entanto, a margem de ação termina à medida em que o valor dos juros se aproxima de zero (nos Estados Unidos a taxa de referência se encontra em 1%), pelo que a ênfase deveria estar na política fiscal, explicou.

O economista francês disse que, se os Governos metem mão de forma decidida à crise, suas previsões de crescimento serão demais pessimistas. Previsivelmente gostaria de se equivocar. EFE cma/jp

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG