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FMI recomenda que A.Latina se prepare para futuros problemas comerciais

Jorge Figueroa. Montevidéu, 4 mai (EFE).

EFE |

Jorge Figueroa. Montevidéu, 4 mai (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou hoje aos países da América Latina e do Caribe que aproveitem "a transitória bonança" pela qual a região passará nos próximos anos e que se preparem para futuros problemas comerciais. "É preciso ter cuidado com bons ventos, devido ao preço elevado das matérias-primas e a créditos com taxas muito baixas por um período relativamente longo, possivelmente até 2012", afirmou o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, o chileno Nicolás Eyzaguirre. O diretor, junto com o principal assessor do departamento, o também chileno Rodrigo Valdés, apresentou um relatório sobre o assunto no Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, junto ao ministro da Economia e Finanças do país, Fernando Lorenzo. Valdés destacou que a reativação da economia da América Latina e do Caribe "está acontecendo mais rápido que o esperado" e as projeções de crescimento para a região em 2010 são de 4,2%. Mas "há e haverá diferentes velocidades no crescimento de cada país", disse o funcionário, que não especificou as previsões de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em cada nação separadamente. No entanto, "as recomendações de prudência futura são comuns para todos", disse Eyzaguirre à Agência Efe. São conselhos "de bom senso". É preciso pensar "como se se tratasse de uma família" na qual a renda passa a ser muito boa por um período de quatro ou cinco anos, um cenário em que "se deve ter visão em 20 anos", acrescentou. "É imperativo tentar economizar uma parte dessa bonança transitória para estar mais bem preparado para as crises futuras", ressaltou. As recomendações do FMI para a América Latina e para o Caribe passam por "economizar, que não é só deixar o dinheiro investido no banco", disse Eyzaguirre. O diretor afirmou que "é preciso fazer esforços por uma melhor educação e infraestrutura, com participação privada e regulação das dívidas". Segundo ele, deve-se "evitar" fazer políticas fiscais pró-cíclicas, como ocorreu no passado, e "resistir completamente" a qualquer mobilidade da taxa de câmbio como forma de "frear a entrada de capital especulativo". Além disso, é necessário "cuidar da regulação dos bancos" e de seus clientes e "não juntar fontes de enorme vulnerabilidade para o futuro". O diretor reconheceu que, no passado, o FMI cometeu "erros grandes" e o discurso do organismo "mudou em parte", porque também foi modificado o manejo econômico dos países da região. O FMI "recomendava receitas de austeridade, de contração fiscal e de contração muitas vezes indiscriminada entre o investimento público e os programas de atendimento aos pobres", porque os países estavam em uma situação "absolutamente inviável" do ponto de vista fiscal, explicou. Nos casos de Brasil, Uruguai, Peru e Chile, que reduziram sua dívida pública nos períodos bons, quando chegou a crise internacional, "esses esforços do passado deram espaço para políticas contra cíclicas, ou seja, para gastar mais e evitar que a economia se contagiasse", destacou. "Dizemos que agora vêm tempos bons. É preciso economizar, porque isso não vai durar para sempre e, quando vier a crise, os países têm que estar bem equipados para enfrentá-la", ressaltou. Eyzaguirre destacou que é "altamente possível" que, após a crise internacional, o mundo assista a "guerras comerciais". Com um cenário de economias emergentes que crescem a largos passos e países industrializados que o fazem de maneira muito moderada, é "muito provável" que surjam "pressões protecionistas muito fortes das economias desenvolvidas para limitar as importações", afirmou. EFE jf/pd

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