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O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta terça-feira numa coluna do Financial Times que a crise sistêmica financeira atual precisa de uma solução sistêmica também, elogiando em seguida o plano de resgate americano.

Ao considerar o período atual excepcional, Strauss-Kahn disse que, com "muitas perdas do setor financeiro ainda por vir, e com uma crise financeira ainda profunda, tornou-se claro que somente uma solução sistêmica permitirá à economia, nos Estados Unidos e no resto do mundo, funcionar com um ar de normalidade".

A solução que ele defende passa por três pontos: aporte de liquidez, compra de ativos podres e injeção de capital nas instituições financeiras. Ele considerou que, em termos de aporte de liquidez, "os bancos centrais provavelmente já fizeram o essencial do que podiam ter feito".

Ele comemorou as medidas audaciosas adotadas nos EUA e disse que está esperando "com impaciência" a aplicação destas medidas.

Para ele, as outras economias avançadas devem também preparar planos de urgência completos.

Com isso, Strauss-Kahn acredita que "os sistemas financeiros que se tornaram muito grandes para a economia ganharão estabilidade a um nível mais apropriado".