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FMI quer estimular demanda para combater recessão

O Fundo Monetário Internacional (FMI) conclamou nesta terça-feira as nações mundiais a estimularem rapidamente a demanda para evitar que se repita a Grande Depressão dos anos 30, num momento em que vários indicadores confirmaram que muitos países já entraram em recessão.

AFP |

"Estamos diante de uma crise de amplitude exepcional, cujo principal componente é o desabamento da demanda", avisou o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, em entrevista concedida ao jornal francês Le Monde.

"É fundamental que consigamos conter esta perda de confiança e relançar a demanda privada, para evitar que a recessão se transforme em Grande Depressão", insistiu.

Os dirigentes do FMI vêm repetindo há várias semanas que os planos de recuperação idealizados pelas principais economias mundiais são insuficientes para conter uma crise desta magnitude.

"Por enquanto, uma expansão orçamentária de 2% parece suficiente mas, se for necessário, os Estados terão de ir além, a 3% ou até mais", alertou Blanchard. Os planos de recuperação previstos pelos membros da União Européia (UE) representam cerca de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da zona.

Segundo o especialista, a recuperação tem que vir "através do aumento das despesas públicas", por meio de um programa de grandes obras, de construção de pontes ou de renovação de escolas, e não "pela redução das receitas públicas" com medidas como "cortes de impostos, que as famílias tendem a transformar em poupança para se precaverem".

O mundo está aguardando principalmente o plano de recuperação do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que pode chegar a 850 bilhões de dólares, segundo a imprensa.

O Produto Interno Bruto (PIB) da primeira economia do mundo caiu 0,5% no terceiro trimestre (em ritmo anual) em relação ao anterior, segundo os números definitivos publicados nesta terça-feira pelo departamento do Comércio americano.

Na Europa, o PIB recuou 0,6% no terceiro trimestre no Reino Unido.

De acordo com o jornal El Mundo, a Espanha entrou em recessão no último trimestre, conhecendo assim sua primeira recessão em 15 anos.

Na Holanda, o crescimento do PIB foi nulo no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre, e caiu 0,4% na Dinamarca durante o mesmo período.

Já na França, o consumo das famílias aumentou 0,3% em novembro graças à queda dos preços. Em outubro, houve uma baixa de 0,5%.

Estes indicadores não chegaram a influenciar muito os investidores, num contexto de desaceleração geral da atividade às vésperas do Natal.

As principais bolsas européias estavam em alta no meio da tarde desta terça-feira. Às 14H30 GMT, Paris ganhava 0,86%, Londres 1,08% e Frankfurt 1,27%. Wall Street abriu com uma alta de 0,24% em relação à abertura de segunda-feira.

A Bolsa de Berlim vai parar de funcionar a partir desta terça-feira à noite, e as Bolsas de Paris e Londres vão encerrar as atividades a partir de quarta-feira à tarde. Elas só vão reabrir na segunda-feira, para mais uma semana de dois dias devido às festas do Ano Novo. Wall Street manterá uma sessão reduzida na quarta-feira e ficará fechada na quinta-feira.

Já a Bolsa de Tóquio não funcionou nesta terça-feira, feriado no Japão, mas estará aberta quarta e quinta-feira.

Xangai caiu 4,55% e Hong Kong 2,75%, apesar da nova redução - a quinta desde setembro - da taxa básica de juros na China.

O Banco da China decidiu segunda-feira reduzir os juros em 0,27% indo para 5,31% a taxa de juros sobre os empréstimos de um ano, em vigor já a partir desta terça-feira e para 2,25% os juros sobre os depósitos bancários.

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