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FMI prevê um ano de 2009 bem sombrio para a economia mundial

O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu um ano de 2009 bastante sombrio para a economia mundial, revisando nitidamente em baixa nesta quarta-feira as expectativas de crescimento global, para 3% e, no caso dos países desenvolvidos, para 0,5% no máximo.

AFP |

O relatório da instituição sobre as "Perspectivas econômicas mundiais" indicou que "a economia mundial está entrando num ciclo grave, diante do choque mais perigoso nos mercados financeiros desenvolvidos desde os anos 1930".

"Segundo nossas previsões, o crescimento mundial deve desacelerar significativamente em 2008 e voltar a se recuperar lentamente apenas mais tarde em 2009", continuou.

Em julho, o FMI previa crescimento global de 3,9% para 2009 e de 1,4% somente nos países desenvolvidos. Esta estimativa foi revisada em baixa na comparação com a anterior em todos os países e todas as regiões do mundo, devido ao agravamento da crise financeira.

"A crise entrou numa nova fase tumultuada em setembro de 2008, que pesou negativamente sobre a confiança nas instituições financeiras e os mercados mundiais", destacou a instituição dirigida por Dominique Strauss-Kahn.

O FMI prevê recessão nos EUA, onde o PIB deve crescer 1,6% este ano, mas apenas 0,1% em 2009, com provavelmente dois trimestres de crescimento negativo no fim de 2008 e início de 2009.

A zona euro não deve ter situação melhor, com 1,3% este ano e 0,2% no próximo ano. No panorama estabelecido pelo Fundo, 2009 será um ano de crescimento quase nulo (França), nulo (Alemanha) ou negativo (Espanha, Grã-Bretanha, Itália) para as grandes economias européias.

"Os índices de confiança dos presidentes das empresas e consumidores para os Estados Unidos são ainda próximos dos mais baixos registrados durante a recessão de 2001-2002", ressaltou o Fundo.

O Fundo previu, além disso, que a situação é excepcionalmente incerta e consideravelmente suscetível de provocar revisões em baixa.

"As tensões financeiras podem se manter muito elevadas e as pressões exercidas sobre o crédito pela redução do recurso ao endividamento podem ser mais profundas e mais longas que previstas", continuou.

Os países em desenvolvimento devem puxar sozinhos o crescimento mundial, com a China na frente (9,3%), apesar da crise financeira estar afetando de forma crescente os mercados emergentes também.

Para os países em desenvolvimento, a previsão de crescimento em 2009 foi ajustada a 6,1%, contra 6,7% anunciados há três meses.

O desaquecimento mundial terá repercussões sobre a inflação, que deve ser moderada, apesar de continuar elevada.

Nos países desenvolvidos a queda será de 3,6% em 2008 a 2,0% em 2009, enquanto nos países em desenvolvimento será de 9,4% este ano para 7,8% no próximo.

"Neste contexto, o desafio político imediato é de estabilizar as condições, cuidando das economias ao longo de um período de atividade lenta e mantendo a inflação sob controle", disse a instituição multilateral.

"As autoridades políticas estão diante de uma enorme tarefa de administrar as ameaças imediatas sobre a estabilidade financeira, abrindo caminho à reconstrução de uma base sólida para a intermediação financeira", escreveu.

"As políticas macroeconômicas isoladas terão impacto limitado enquanto os mercados financeiros forem submetidos a pressões extremas", acrescentou o FMI, que defende "medidas para sustentar as economias em recessão para interromper o ciclo vicioso das interações negativas entre as condições reais e financeiras".

hh/lm

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