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FMI prevê recessão nos países industrializados em 2009

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta quinta-feira que os países industrializados registrarão no próximo ano a primeira contração de seu Produto Interno Bruto desde 1945 (-0,3%) e que o crescimento mundial não passará de 2,2%.

AFP |

Há um mês, o FMI previa crescimento de 0,5% nos países industrializados e de 3% no mundo para o ano de 2009.

A organização de Washington revisou em baixa sua previsão de crescimento para os EUA em 2009, com uma contração da atividade de 0,7%, contra um crescimento de 0,1% previsto há um mês.

O FMI reduziu ainda a previsão de crescimento para a zona euro em 2009, com um recuo do PIB de 0,5%, contra alta de 0,2% anunciada há um mês.

Para o FMI, a França deve também entrar em recessão em 2009, com uma retração da atividade de 0,5%, contra o crescimento de 0,2% previsto anteriormente.

O país mais afetado pela crise deve ser a Grã-Bretanha, com 1,3% de contração da atividade em 2009.

"As perspectivas para o crescimento mundial pioraram nos últimos meses, com a continuidade do movimento de endividamento do setor financeiro e a queda da confiança dos produtores e consumidores", explicou o Fundo, atualizando suas Perspectivas econômicas mundiais.

Segundo ele, os dados "pedem uma nova política de retomada".

"Nas economias avançadas, o Fundo prevê que a produção vai diminuir no ano 2009, a primeira queda deste tipo no período pós-guerra", continuou a instituição.

Para as economias em desenvolvimento, o FMI prevê um crescimento de 5,1% para 2009, contra 6,1% previstos há um mês. A China deve continuar sendo um dos motores do crescimento mundial, com 8,5% em 2009.

Segundo o FMI, a inflação deve voltar a níveis moderados em 2009, a 1,4% nos países industrializados, depois dos 3,6% em 2008, e 7,1% nos países em desenvolvimento em 2009, após os 9,2% de 2008.

"No entanto, estas previsões são baseadas em políticas econômicas atuais. Uma ação para sustentar os mercados financeiros e fornecer uma retomada suplementar e uma contenção monetária para ajudar a limitar a queda do crescimento mundial", indicou o FMI.

hh/cn-lm

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