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FMI prevê recessão nos EUA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou ontem que os Estados Unidos provavelmente vão passar por uma retração econômica mais severa ou uma recessão. O Fundo baseou sua previsão no estudo de 113 crises financeiras ao redor do mundo nos últimos 30 anos.

Agência Estado |

"Baseando-se na comparação do atual episódio de stress financeiro com outras crises, vemos uma grande probabilidade de uma desaceleração econômica severa nos EUA", diz o Fundo em um dos capítulos do relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado ontem.

O risco de recessão é maior quando a crise envolve o setor bancário, tem queda acentuada de preços imobiliários, excesso de endividamento dos consumidores e empresas e longo período de turbulência financeira - todas características da atual crise. "Agora ficou claro que nós estamos diante do maior choque em mercados financeiros maduros desde 1930, o que representa uma grande ameaça ao crescimento mundial", disse Charles Collyns, vice-diretor de pesquisa do Fundo.

Até agora os EUA desaceleraram mas não entraram em recessão - pelo menos até o segundo trimestre. "Mas nós vemos enormes riscos; um período prolongado de turbulência financeira tende a ser seguido por desaceleração significativa", disse Collyns. "Não consigo pensar em um país que tenha sofrido grande perturbação no setor bancário que não tenho sido seguida por grande desaceleração econômica." O Fundo destaca, no entanto, medidas que podem amenizar os efeitos da crise nos EUA: a rápida reação da política monetária e as taxas de juros relativamente baixas.

O FMI acredita que a União Européia será menos afetada, porque os consumidores estão menos endividados, o que oferece proteção maior, apesar da rápida valorização dos imóveis. Além disso, o setor financeiro europeu ser mais "informal", com bancos menores também atuando em crédito e menor participação de securitização de hipotecas.

De acordo com o estudo, as crises que envolvem apenas o mercado financeiro - como a quebra do fundo hedge Long Term Capital Management ou a crise na bolsa em 1987 - normalmente não são seguidas de recessão. Das 113 crises estudadas pelo Fundo, 29 foram seguidas de desaceleração, 29 de uma recessão e as restantes 55 não foram seguidas por retração econômica. O Fundo indicou que recapitalizar os bancos é essencial para reduzir o impacto econômico da crise.

O relatório do Fundo alerta para o perigo da inflação, principalmente em perigos emergentes. Apesar de o preço das commodities ter recuado, principalmente o do petróleo, as cotações ainda estão muito acima das médias históricas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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