Santo Domingo, 8 dez (EFE) - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, previu hoje um duro panorama econômico para 2009, mas previu que a atual crise será aliviada no final desse mesmo ano ou início de 2010.

"O ano de 2009 será duro, nós no FMI vemos as possibilidades de sair da crise no final de 2009 ou início de 2010", disse o político e economista francês em entrevista coletiva na sede da Presidência dominicana, onde se reuniu com o líder do país, Leonel Fernández.

Strauss-Kahn afirmou que, para isso, os países deverão adotar as políticas, as salvaguardas e as regulações necessárias.

No entanto, insistiu em que persiste a incerteza sobre o tema e destacou que "não há possibilidade de que nenhum país, em nenhum lugar do mundo, possa escapar dessa crise".

Strauss-Kahn disse que a atual crise provocará a perda de empregos em todas as partes do mundo, por isso pediu aos Estados Unidos e aos países europeus para "fortalecer e estimular a economia para evitar essas perdas".

Além disso, ressaltou que as conseqüências da atual crise econômica podem ser particularmente "duras" para os setores de baixa receita e nos países emergentes e em desenvolvimento.

Nesse sentido, afirmou que o FMI faz esforços para colocar à disposição destes países fundos que possam ajudar a combater os efeitos da crise.

Posteriormente, em outra entrevista coletiva, Strauss-Kahn previu que os preços dos produtos alimentícios continuarão em ascensão nos próximos meses e que a baixa do custo de petróleo gerará "muitos problemas" para os países exportadores de petróleo. EFE mf/db

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