Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

FMI planeja dar créditos a países afetados pela crise global

Nova York, 28 out (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) planeja a concessão de créditos a curto prazo a alguns países afetados pela crise financeira, enquanto o Departamento do Tesouro americano estuda emitir bônus a três anos para ajudar no financiamento das medidas implantadas.

EFE |

Assim anunciaram hoje em Nova York responsáveis de ambos os organismos em discursos pronunciados perante a Associação de Corretores e Mercados Financeiros (Sifma, na sigla em inglês), onde reconheceram que o sistema financeiro internacional, com o americano à frente, enfrenta problemas graves.

"Dado que deter a crise econômica e financeira requer medidas oportunas, o FMI está considerando o lançamento de um novo empréstimo a curto prazo para atender aos problemas de países sãos que temporariamente estejam expostos a pressões de financiamento", assegurou o subdiretor da organização, John Lipsky.

Lipsky observou que "a economia americana freou bruscamente", de modo que "os riscos de que se produza uma recessão aumentam", enquanto "a atividade na zona do euro e no Japão se debilitou anteriormente".

"Em suma, existe uma justificativa mais que suficiente para o pessimismo: as perspectivas globais seguem sendo muito incertas e o risco de uma recessão mundial é dominante", reconheceu Lipsky.

Lipsky concordou com o subsecretário interino para as Finanças Nacionais do Departamento do Tesouro dos EUA, Anthony Ryan, em que há margem para novas medidas que ajudem a conter a estagnação econômica.

Em seu discurso perante a Sifma, Ryan passou certo otimismo ao assegurar que algumas das iniciativas empreendidas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) para impulsionar a compra de ações de firmas com problemas já "estão ajudando a estabilizar o acesso das instituições financeiras ao mercado de títulos comerciais".

"Em conseqüência, o rendimento das letras de câmbio está se ajustando e os períodos de vencimento alargando, embora ainda estejamos muito longe de poder falar de condições normais", disse Ryan.

Segundo ele, o Tesouro procura se concentrar "em tratar de mitigar os problemas imediatos, sendo ao mesmo tempo conscientes que uma reforma da regulação a longo prazo é fundamental para manter o status dos EUA como preeminente mercado de capitais".

Ryan disse também que seu departamento seguirá aumentando as emissões de bônus e dívida pública e assegurou que para 2009 se mantém a previsão de que o déficit americano chegue a US$ 482 bilhões.

No ano fiscal de 2008, fechado em 30 de setembro, o déficit alcançou o número recorde de US$ 454,8 bilhões.

"A deterioração potencial das condições econômicas derivadas da contração do crédito também podem afetar os orçamentos deste ano", explicou Ryan. EFE mgl/rr

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG