Paris, 6 out (EFE).- O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, fez hoje uma chamada para que os países europeus concretizem em fatos a decisão de se coordenar para enfrentar a crise financeira.

"Os europeus devem se coordenar, devem atuar juntos", ressaltou, em um fórum realizado hoje em Paris sobre as relações entre a União Européia (UE) e a América Latina.

Sobre a declaração da cúpula dos quatro países europeus do G8 (Alemanha, França, Itália e Reino Unido) do sábado passado, disse que é "útil" e "bem-vinda", na medida em que se falava de coordenação entre os europeus, mas acrescentou que "esta coordenação deve se materializar em fatos".

O diretor-gerente do FMI ressaltou que "não devem ser tomadas decisões nos quatro pontos da Europa sem que haja coordenação", porque os efeitos "podem ser particularmente daninhos".

"É o primeiro grande desafio da União Européia no terreno econômico e sem dúvida da zona do euro", disse, lembrando que, atualmente, a maior parte das entidades financeiras da UE têm uma dimensão além da fronteira.

Reiterou a idéia de que a crise diz respeito às economias de todo o mundo, já que os canais de transmissão são agora "mais fortes" com a globalização, e por isso "ninguém está imune".

"As conseqüências da crise financeira serão sentidas em todas as partes" e "haverá uma forte repercussão indireta" para os países emergentes, nos quais "esperamos um arrefecimento do crescimento bastante sensível".

Às vésperas da divulgação das novas previsões do FMI, Strauss-Kahn advertiu que "há um risco de arrefecimento forte" na América Latina, mas esta é "muito mais forte" nos Estados Unidos e na Europa. EFE ac/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.