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FMI pede que bancos centrais apóiem sistema bancário em meio à crise

O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu nesta terça-feira que os bancos centrais dêem apoio direto e limitado ao sistema bancário frente à crise financeira global, e disse que serão necessários cerca de 675 bilhões de dólares nos próximos anos.

AFP |

"Com os mercados financeiros em todo o mundo enfrentando dificuldades crescentes, medidas políticas coerentes e decisivas internacionalmente serão necessárias para restaurar a confiança no sistema financeiro global", ressaltou o FMI em seu Relatório sobre Estabilidade Financeira Global (GFSR, siglas em inglês).

A crise do crédito, ao fazer subir as taxas que os bancos se emprestam entre si, diminuiu o alcance do instrumento tradicional da política monetária, as taxas básicas de juros, previu a instituição dirigida pelo francês Dominique Strauss-Kahn.

"Para atenuar as dificuldades de financiamento interbancário, os poderes públicos deverão adotar medidas que busquem remediar ao mesmo tempo os problemas indissociáveis de crédito e de liquidez", considerou o FMI em seu relatório, divulgado antes das assembléias de outono (hemisfério norte) da instituição com o Banco Mundial (BM) que serão realizadas em Washington neste final de semana.

Estas intervenções solicitadas pelo FMI devem dar incentivos para que os atores do mercado comecem a realizar transações entre si, e devem abrir assim uma "saída ordenada" dos bancos centrais quando o pior momento for superado, indicou a instituição financeira.

O informe estima em cerca de 675 bilhões de dólares o capital que será necessário aos grandes bancos do mundo durante os próximos anos para "manter o crédito ao setor privado crescendo, mesmo que modestamente".

"O sistema financeiro entrou em uma nova fase da crise" que "requer comprometer recursos públicos para conter riscos sistêmicos e a queda econômica", acrescentou o relatório.

O FMI considera que os governos deveriam injetar dinheiro naquelas instituições bancárias que forem viáveis e buscar uma "solução ordenada" para aquelas que não o são no contexto atual, como uma forma de se comprometer com um "sistema bancário competitivo e bem capitalizado".

"Com os mercados de capital quase fechados atualmente, os governos provavelmente deverão, em alguns casos, comprometer-se com a recapitalização de instituições financeiras quando forem viáveis e importantes para o sistema financeiro", explicou.

Em "circunstâncias extremas", os seguros de depósitos para contas pessoais deverão ser expandidos além dos limites normais, acrescentou o Fundo.

Essa medida já foi adotada nos Estados Unidos, que elevou de 100.000 para 250.000 dólares o valor dos depósitos garantidos pelo Estado, enquanto que os países da União Européia (UE) estabeleceram um aumento dessas garantias nos bancos do bloco de 20.000 para 50.000 euros. A Holanda elevou o seguro para até 100.000 euros.

O FMI pediu também uma maior "cooperação e comunicação" entre os bancos centrais e organismos reguladores de todo o mundo nesta situação de crise.

A divulgação do informe do FMI coincide com o anúncio do Federal Reserve (banco central) norte-americano de que comprará obrigações negociáveis, instrumentos financeiros que permitem às empresas enfrentar necessidades imprevistas de liquidez, para dar impulso a este mercado completamente paralisado.

O banco central norte-americano colocará em funcionamento uma estrutura especializada que comprará esses "papéis comerciais" para três meses, sejam ou não garantidos por ativos, segundo seu comunicado.

bur-vs-mr/dm

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