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FMI mantém cálculo de US$ 1 tri de perdas com a crise

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve em quase US$ 1 trilhão a projeção feita em abril de perdas com a crise global dos mercados financeiros, uma vez que os indicadores de risco sistêmico permanecem elevados com o contínuo processo de deterioração nos preços de ativos, disse o diretor do Departamento Monetário e de Mercados de Capitais do Fundo, Jaime Caruana, em entrevista sobre a revisão do Relatório de Estabilidade Financeira Global (GFSR, na sigla em inglês). Na sede do FMI, Caruana advertiu que mais ajustes serão necessários mesmo sendo caros e difíceis aos mercados, o que significa que as instituições financeiras podem ter de levantar mais capital e os reflexos dos ajustes podem pesar mais sobre a economia real.

Agência Estado |

Em abril, durante o Encontro de Primavera, as perdas estimadas se aproximavam de US$ 1 trilhão, relembrou Caruana. Na revisão de hoje, o Fundo diz que a deterioração dos ativos no mercado financeiro fornece "pouca justificativa" para alterar os cálculos de perdas totais que foram publicados no relatório anterior. O FMI observa que diversas instituições ainda podem precisar de mais capital, mesmo com as medidas tomadas pelos bancos centrais, que até agora têm contido o risco sistêmico.

Caruana avaliou que "os riscos que falamos nos relatórios anteriores se materializaram em um círculo negativo de alimentação entre a economia real e os mercados financeiros". A pressão renovada sobre os balanços dos bancos e queda das ações do setor financeiro dificulta que mais capital seja levantado e aumenta a chance de "interação negativa" entre os ajustes do sistema bancário e a economia real, reconhece o FMI.

No relatório de abril, o FMI estimou que, ao final da crise, as perdas totais dos mercados serão de US$ 945 bilhões. Este montante foi separado em perdas estimadas em US$ 565 bilhões no financiamento de moradias nos EUA, US$ 240 bilhões em perdas ligadas ao setor imobiliário comercial, US$ 120 bilhões em perdas incorridas em financiamentos corporativos e, finalmente, US$ 20 bilhões em perdas ligadas a financiamento para consumidores.

Resistência em teste

O diretor do FMI afirmou que nos países emergentes, a resistência à crise financeira global ainda está sendo testada. Na América Latina, em particular, os países "precisam continuar vigilantes em relação aos riscos inflacionários", disse. Segundo o Fundo, os mercados emergentes permanecem relativamente firmes ao tremor de crédito até agora. Mas à medida que a crise continua, as condições externas para financiamento estão ficando mais apertadas e alguns países emergentes estão "sob maior escrutínio", especialmente com relação às políticas para lidar com as crescentes pressões inflacionárias. "Há sinais claros de que os investidores estão ficando mais cautelosos", estimou o FMI.

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