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FMI investiga se diretor usou instituição para ajudar 2 amantes

Washington, 21 out (EFE).- O Conselho Executivo do FMI investiga se seu diretor-gerente, o francês Dominique Strauss-Kahn, influenciou a contratação de uma estagiária, na segunda vez em que ele é suspeito de usar a instituição para ajudar uma amante - sendo a primeira a uma ex-funcionária de alto escalão.

EFE |

A investigação foi noticiada hoje pelo jornal econômico americano "The Wall Street Journal".

Segundo o jornal de Nova York, alguns empregados do Fundo Monetário Internacional (FMI) se queixaram ao Conselho de que Strauss-Kahn tinha tomado decisões "arbitrárias" de seleção de pessoal e aparentemente citaram o caso da estagiária Emilie Byhet, de 26 anos.

O rotativo a descreveu como uma "protegida política" do ex- ministro francês, pois trabalhou para sua campanha nas eleições primárias de 2005 nas quais tentou, sem sucesso, ser o candidato socialista à Presidência da França.

Além disso, Byhet e seus pais são amigos de Strauss-Kahn e de sua esposa, a jornalista Anne Sinclair, de acordo com a matéria.

Byhet obteve a bolsa de estudos no departamento de análise do FMI - um posto bastante disputado -, em fevereiro deste ano, segundo o diário.

Normalmente, o departamento de recursos humanos envia uma lista de uns 10 candidatos aos diferentes departamentos para que escolham, mas em seu caso só mandou seu nome.

Além disso, o representante de recursos humanos chamou o departamento de análise para dizer que "a gerência" - em referência a Strauss-Kahn - estava interessada em que Byhet fosse escolhida como bolsista.

Um porta-voz do FMI confirmou ao diário que o escritório do diretor-gerente enviou o nome de Byhet ao departamento de recursos humanos, mas insistiu em que é uma prática "rotineira" e negou que houvesse "participação direta" de Strauss-Kahn.

Byhet, que tem um mestrado em política pública e comunicação, foi bolsista de fevereiro a agosto.

Inicialmente, os membros do Conselho Executivo que receberam a queixa sobre ela, a transmitiram ao departamento legal, que não tomou nenhuma medida.

No entanto, o caso se reativou com a abertura da investigação para determinar se Strauss-Kahn favoreceu financeiramente a mulher com quem manteve um romance, a húngara Piroska Nagy, uma alta funcionária do departamento da África do FMI, que abandonou a instituição em agosto, em um programa de demissões voluntárias.

Segunda-feira, o diretor-gerente reconheceu haver cometido um "erro de julgamento" ao manter uma relação com ela, mas insistiu em que não houve abuso de poder.

Strauss-Kahn pediu perdão a Nagy por seu "erro ao iniciar a relação" e também a sua esposa.

Nagy está casada, embora seu marido, Mario Blejer, ex-presidente do Banco Central argentino, afirme que ambos estão separados há mais de quatro anos.

Sinclair, por sua parte, afirmou no domingo em uma mensagem em seu blog pessoal que perdoou a seu marido e qualificou sua relação com Nagy como "uma aventura de uma noite".

O Conselho Executivo do FMI encarregou um escritório de advogados de investigar o assunto, que deve apresentar em seu relatório no final deste mês. EFE cma/jp

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