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FMI indica que América Latina crescerá 3,2% em 2009 mas enfrentará riscos

O Fundo Monetário Internacional reafirmou sua previsão de crescimento de 3,2% para a América Latina e o Caribe em 2009, mas advertiu que a região enfrenta muitos riscos em relação aos preços das matérias-primas, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira em Santiago.

AFP |

"Segundo nossa projeção central, o crescimento do próximo ano ficará em torno de 3%, índice próximo à média dos mercados emergentes", ressaltou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em seu informe Panorama Econômico Regional - Hemisfério Ocidental do outono 2008 (hemisfério norte).

Embora se preveja que a região "poderá lidar melhor com os atuais choques mundiais do que nas crises anteriores" devido ao progresso que muitos países registraram para melhorar sua situação macroeconômica, a América Latina ainda enfrenta riscos, indicou o FMI.

"O principal provém das previsões dos preços internacionais das matérias-primas. Embora permaneçam em níveis elevados, os preços poderão cair ainda mais, como já ocorreu em desacelerações mundiais anteriores", ressaltou o relatório.

Por outro lado, acrescentou o texto, uma queda nos preços dos alimentos e dos combustíveis trará um alívio para países principalmente da América Central e do Caribe, que importam matérias-primas.

"Mas para a região em geral, recentemente, o nível elevado dos preços das matérias-primas foi fundamental para impulsionar o crescimento e garantir tanto a posição fiscal como a externa", indicou o informe.

Por isso, uma queda brusca "refletiria de maneira muito negativa", assegurou o FMI.

Frente à incerteza gerada pela crise financeira internacional, o Fundo Monetário recomendou que os países da região adotem medidas para conter os riscos de liquidez e qualidade dos ativos e, em segundo lugar, "defender os avanços em matéria de inflação".

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