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Para fundo, crescimento entre os países será desigual, com pior desempenho na Europa

 O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, adiantou nesta terça-feira que a recuperação econômica mundial continuará, apesar da crise europeia e que o planeta não cairá em uma nova recessão, mas o crescimento será desigual.

"A recuperação seguirá sem uma dupla recessão", afirmou Strauss-Kahn durante uma intervenção no Instituto Peterson de Economia Internacional, um centro de estudos independente de Washington.

O FMI acredita que a Ásia e América Latina estarão à frente do crescimento mundial, seguidas pelos Estados Unidos, enquanto a Europa ficará por último, explicou. Alguns analistas alertaram que uma piora da crise da dívida na Europa poderia fazer cair a recessão de novo ao mundo, como ocorreu nos anos 30, quando houve duas contrações econômicas sucessivas.

Strauss-Kahn destacou que essa circunstância não pode ser descartada, embora não seja provável. Uma nova recessão poderia ser precipitada por uma crise fiscal, uma bolha financeira provocada pela entrada de capital em um mercado emergente ou a saída súbita do dinheiro estrangeiro, explicou o chefe do FMI.

No entanto, esclareceu que o Fundo opina que essas circunstâncias não se materializam e que apesar da crise na Europa, a recuperação continuará. Strauss-Kahn também disse que não acha que um superávit comercial europeu aumentado pela fraqueza do euro seja uma ameaça para a economia mundial.

O FMI prevê um aumento de 4,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do planeta este ano e um décimo a mais em 2011, segundo as previsões de abril. O Fundo divulgará os novos cálculos no início de julho em Hong Kong.

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