Pagamento de US$ 3,2 bilhões (R$ 5,5 bilhões) eleva financiamento total ao país para US$ 10,5 bilhões (R$ 18 bilhões)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje que desbloqueou um segundo desembolso de 2,570 bilhões de euros (cerca de US$ 3,2 bilhões) dentro de seu programa de empréstimos à Grécia. Este pagamento aumenta para 8,280 bilhões de euros (mais de US$ 10,5 bilhões) a contribuição total da entidade ao plano internacional de ajuda para o país.

O Conselho Executivo do FMI, que representa 24 países, deu hoje sinal verde à concessão do segundo pacote de ajuda após concluir sua primeira revisão da resposta do Governo grego ao programa pelo qual a instituição acertou conceder ao país 30 bilhões de euros (cerca de US$ 38 bilhões) ao longo de três anos. "As autoridades gregas fizeram um bom começo em seu programa econômico, e sua determinação na hora de colocá-lo em andamento começa a dar seus frutos", disse em comunicado o subdiretor-general do FMI, Murilo Portugal.

Ele destacou que o Governo grego cumpriu "todos os critérios quantitativos exigidos para final de junho e que as reformas estruturais estão se desenvolvendo antes que o esperado, por isso que é essencial continuar implementando o programa rigorosamente". O plano de empréstimo à Grécia, que se for completado poderia representar o maior da história do FMI, faz parte de um acordo de crédito pelo qual o organismo e a zona do euro concederão um total de 110 bilhões de euros (quase 140 bilhões) ao país até 2012.

O objetivo é que nesse período o Governo realize uma mudança drástica nas finanças públicas e melhore as perspectivas de crescimento do país mediante a adoção de reformas de grande calado, como a liberalização do mercado de trabalho e a abertura de sua economia à concorrência, tanto externa como interna. "A estratégia fiscal está encaminhada. A chave agora é a supervisão e o controle estrito das despesas, especialmente em nível regional", indicou. As autoridades do país estão dispostas a endurecer a administração fiscal e a reduzir a evasão de impostos para "assegurar a receita e promover a justiça", assegura o comunicado.

Quanto à liquidez dos bancos, Murilo disse que se mantém "ajustada, mas manejável", e destacou o apoio recebido pelo Banco Central Europeu e pelo programa de garantias do Governo, que comandou "uma revisão estratégica do setor bancário e uma melhora da diligência dos bancos estatais". O primeiro desembolso do programa previsto pelo FMI, entregue em maio, chegou a 5,570 bilhões de euros (mais de US$ 7 bilhões).

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