Washington, 21 out (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu que seu diretor-gerente, o francês Dominique Strauss-Kahn, não atuou de forma irregular para dar um posto de estagiária a uma protegida política e amiga de sua família, assinalou hoje um porta-voz.

"Não há provas de favoritismo neste caso", disse à Agência Efe um porta-voz do FMI, que pediu para não ser identificado.

O funcionário assinalou que, em uma revisão interna do caso, foi concluído que se tinha seguido os procedimentos normais da instituição na hora de designar Emilie Byhet, de 26 anos, como estagiária do departamento de análise.

Strauss-Kahn, que é casado, é investigado para que se determine se eu um tratamento preferencial a uma subordinada com a qual manteve relações íntimas e que deixou o FMI em agosto.

O porta-voz do FMI esclareceu que o advogado de um escritório externo do FMI que dirige as investigações sobre suas relações com a subordinada "é consciente" do caso da estagiária e teve acesso à revisão interna que o organismo fez entre julho e setembro.

No entanto, este "não é o foco central da investigação atual, especialmente dado que a revisão interna não gerou resultados significativos", explicou o porta-voz.

Está previsto que o advogado que investiga o assunto apresente seu relatório ao Conselho Executivo do FMI no final deste mês. EFE cma/rr

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