Washington, 12 abr (EFE).- O Conselho Diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu hoje estabelecer uma reserva de US$ 550 bilhões para sustentar as operações de empréstimo da entidade e responder à crise.

Washington, 12 abr (EFE).- O Conselho Diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu hoje estabelecer uma reserva de US$ 550 bilhões para sustentar as operações de empréstimo da entidade e responder à crise. O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que a medida "proporciona uma base multilateral muito forte para as ações da organização em prevenção de crises e em sua resolução". A medida, conhecida como Novos Acordos de Empréstimo (NAB, na sigla em inglês), contava com US$ 50 bilhões antes da atual crise financeira. O Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes) pediu em sua cúpula em Londres que o FMI recebesse mais US$ 500 bilhões para combater a instabilidade. Para que entre em vigor, o acordo deve ser ratificado pelos países-membros do NAB, alguns dos quais requerem que a medida seja aprovada nos Legislativos locais. O Conselho Executivo também aprovou a admissão de 13 novos participantes do NAB, muitos deles países em desenvolvimento, que se juntarão aos 26 atuais membros - nações ricas, em sua maioria. Segundo as regras do NAB, os bancos centrais proporcionam empréstimos em moeda estrangeira ao FMI quando os recursos derivados das contribuições de todos os países-membros se esgotam. "A expansão do NAB fará uma contribuição importante à estabilidade financeira mundial, mas não substitui um aumento geral das contribuições dos países-membros", disse Strauss-Kahn. EFE cma/bba
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