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FMI eleva projeção de perdas para US$ 1,4 trilhão

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de perdas derivadas do estresse no mercado financeiro para US$ 1,4 trilhão, ante a estimativa anterior de US$ 945 bilhões. A revisão reflete aumento das estimativas de perdas em dívida corporativa e hipotecas do setor prime (primeira linha) para moradias, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira Global (GFSR, na sigla em inglês), divulgado hoje.

Agência Estado |

O FMI diz que muitas baixas já ocorreram, mas adverte que podem vir mais no caso de um cenário de maior estresse. Segundo o Fundo, as estimativas de perdas ligadas às dívidas corporativas, incluindo financiamentos e securities (ações, bônus e derivativos), aumentaram significativamente, refletindo deterioração no endividamento das instituições financeiras, desde abril, quando ocorreu o Encontro de Primavera do FMI.

Quanto às perdas no mercado de hipotecas de primeira linha, a deterioração reflete um caso mais negativo dos preços das moradias. Na Europa, elevada alavancagem e queda dos preços das moradias indicam piora da qualidade de crédito em alguns mercados de hipotecas. Ainda, segundo o FMI, fundamentos estão tendo deterioração em algumas economias da Europa.

De acordo com o FMI, as baixas já atingiram US$ 760 bilhões em setembro, sendo que US$ 580 bilhões registradas por bancos globais. Instituições que não são classificadas como bancos registraram US$ 180 bilhões em perdas até agora, estima o Fundo.

Bancos

O FMI estima que US$ 675 bilhões precisam ser levantados nos mercados de capitais pelos principais bancos globais nos próximos anos, com objetivo de manter o crescimento do crédito ao setor privado. O Fundo calcula que os bancos globais levantaram cerca de US$ 430 bilhões em capital, no período que vai do segundo semestre de 2007 até setembro deste ano.

No GFSR, o Fundo observa que é preciso ação concreta para lidar com o ciclo de desalavancagem, que é motivado pelo capital insuficiente, valores incertos ou declinantes de ativos e financiamento disfuncional nos mercados.

Nestas três áreas, diz o FMI, é essencial interromper a espiral que as liga, com objetivo de manter o crédito ao setor privado, ainda que modestamente. "Com diversas instituições financeiras tendo muito mais dificuldades para levantar capital privado atualmente, as autoridades podem precisar injetar capital em instituições viáveis", estima o Fundo.

Ação coordenada

Para o FMI, diante do momento sem precedente para o mercado financeiro global, é necessária uma ação coordenada e ampla para restaurar a confiança e o funcionamento apropriado dos mercados. Em relatório, o Fundo diz que a ausência de uma ação com estas características poderia fazer com que a atual de desalavancagem se torne um processo crescentemente desordenado e caro para a economia real.

"O que é necessário agora é uma resposta internacional decisiva e coerente, que seja de natureza sistêmica, para garantir que o processo de desalavancagem permaneça ordenado. Uma abordagem ampla e coordenada deverá ser suficiente para restaurar a confiança e o funcionamento apropriado do mercado e, então, evitar um declínio mais prolongado da economia global", afirmou o conselheiro e diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, Jaime Caruana

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