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FMI e OCDE veem luz para economia mundial em 2010

Paris, 19 fev (EFE).- As previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que, após um 2009 difícil, 2010 será o início da recuperação econômica, se os planos nacionais de relançamento se coordenarem e houver a reestruturação do sistema financeiro.

EFE |

""A previsão que fazemos é que, se as políticas econômica e financeira que nós sugerimos se iniciarem corretamente, o começo do arranque da economia mundial deveria acontecer no início de 2010", disse o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

As receitas do FMI para sair da crise prevêem rentabilizar ao máximo os esforços de estímulo econômico realizados em nível nacional por um grande número de países, algo que requer apoiar o sistema bancário, disse.

Reconheceu, no entanto, que é complicado para a opinião pública entender que é preciso apoiar o setor no qual se originou a crise, mas ressaltou a necessidade de relançar o sistema creditício para que o crescimento econômico volte a decolar.

O diretor-gerente do FMI participou, de Paris, de um fórum sobre a concorrência organizado na sede da OCDE.

"Não direi que não foi feito nada", mas as iniciativas são "lentas", disse à imprensa, acrescentando que "é importante que o setor bancário desempenhe seu papel" para reativar o crescimento econômico mundial.

Strauss-Kahn se expressou assim um dia depois que o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, indicou que a recuperação econômica acontecerá no início do próximo ano, mas "não a toda velocidade".

Gurría disse que "2010 pode ser o primeiro ano de recuperação, mas esta será frágil" e não será em grande velocidade, mas haverá números de crescimento no azul, "e não em vermelho".

O secretário-geral da OCDE pediu hoje aos Governos que não caiam no "protecionismo" e defendeu a concorrência "forte" dos mercados para evitar uma "deterioração a longo prazo da economia, após a situação se recuperar".

"Devemos garantir que as soluções de hoje não sejam os problemas de amanhã", disse o principal responsável da OCDE.

Em matéria de política monetária, Strauss-Kahn defendeu uma revisão que "reflita melhor a acumulação de riscos".

Defendeu que os bancos centrais não tratem somente da "política monetária e dos riscos inflacionários", mas também da estabilidade macrofinanceira.

O responsável do FMI disse que a crise financeira ensinou que é preciso uma instituição que se encarregue dos "riscos sistêmicos", e acrescentou que a "extensão" da política monetária vai requerer "aprofundar de maneira relativamente grande".

Por outro lado, Strauss-Kahn e Gurría concordaram na necessidade de atacar os paraísos fiscais, e o primeiro sentenciou que "a transparência bancária só não aparece por trás das contas".

Strauss-Kahn lembrou o caso do mafioso Al Capone em Chicago, que acabou caindo nas mãos da Justiça por evasão fiscal, e não por outras atividades criminosas.

"As regras prudenciais não são suficientes para lutar contra os paraísos fiscais", disse o diretor-gerente do FMI, que destacou que estes são "territórios que servem para a evasão fiscal e, ainda pior, para fazer trânsito de dinheiro do tráfico de armas ou drogas".

Strauss-Kahn defendeu a "transparência dos bancos" e considerou que é preciso "passar a um nível superior" para combater os "buracos" representados pelos paraísos fiscais.

Gurría ressaltou que está se tornando "cada vez mais inaceitável", especialmente levando em conta que "os países estão fazendo um enorme esforço fiscal e incorrem em grandes dívidas e déficit, sabendo que não é o que fariam em uma situação normal". EFE jaf/an

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