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FMI e OCDE defendem pacote americano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) apela para que os países ricos sigam os passos do governo dos Estados Unidos e criem planos de contingências para conter a crise internacional. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também saiu em defesa do pacote americano e, em um comunicado, elogiou a decisão de Washington.

Agência Estado |

As declarações foram consideradas pelo mercado como um esforço de se mostrar que o plano americano teria respaldo das instituições multilaterais, ainda que esteja sendo atacado por governos.

Nos últimos dias, vários políticos europeus deixaram claro que não acreditavam que o continente devesse seguir o mesmo rumo. A idéia do comissário de Economia da UE, Joaquin Almunia, por exemplo, é pedir que governos adotem maiores regulações em relação às atividades dos bancos.

"Socialistas como eu são contra a socialização financeira", disse Almunia.

No próximo mês, ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais de todo o mundo se reunirão em Washington, e o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, já alertou que quer levantar a questão da cooperação internacional durante o evento.

Em artigo publicado ontem no Financial Times, Strauss-Kahn elogiou a decisão americana e pediu que "planos de contingência" similares sejam adotados por outros governos, para enfrentar a crise. "Outras economias avançadas deveriam preparar planos de contingência, inclusive para lidar com a complexidade do colapso de instituições com ramificações que cruzam fronteiras." Para ele, "uma crise sistêmica demanda soluções sistêmicas", e a Europa deve se preparar para uma desaceleração de sua economia em 2009 também.

Mas os europeus deixaram claro que não estão planejando nada similar. Strauss-Kahn alertou que uma solução para a crise exigirá garantias de liquidez, compra de ações podres e injeção de capitais em várias áreas.

"Nada menos que uma solução sistêmica vai permitir que a economia no geral, nos Estados Unidos e no mundo, funcione perto da normalidade", disse Strauss-Kahn. Em sua avaliação, os tesouros em todo o mundo precisam criar agências para comprar créditos em dificuldade e mantê-los até que sejam recuperados.

Para o diretor-gerente do FMI, o sistema financeiro precisa ser recapitalizado e com apoio público. Ele acredita que nem todo o envolvimento estatal provocaria uma nacionalização das empresas. Strauss-Kahn ainda defendeu também uma reforma das agências de crédito, para garantir que sejam mais bem fiscalizadas.

Mas as medidas não podem parar por aí. "Ajustes fiscais substanciais serão necessários para lidar com o custo de tais ações", disse o diretor-gerente do FMI. "A crise é o resultado de um fracasso regulatório, especialmente nos Estados Unidos. Precisamos garantir que não ocorra de novo", disse o dirigente.

Strauss-Kahn propõe o estabelecimento de regras para que o mundo caminhe para uma regulamentação prudente dos mercados, com transparência e responsabilidade. "Vigilância, objetividade e colaboração em escala global serão necessários para lidar com os desafios."

Já o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, fez questão de sair em defesa do pacote americano. Para ele, o plano irá "contribuir para restabelecer as operações normais no mercado financeiro e preservar empregos e atividade econômica". Segundo Gurría, o pacote terá um efeito positivo para a economia mundial.

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