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FMI e BM fecham reunião com alerta sobre impacto da crise em emergentes

WASHINGTON - A crise financeira começou a afetar bancos em países em desenvolvimento devido à falta do capital estrangeiro, que teme fazer investimentos arriscados, alertaram hoje o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

EFE |

"Já começamos a ver que algumas instituições financeiras em países emergentes estão sob pressão", disse Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, em coletiva de imprensa após a reunião semestral de um órgão conjunto do BM e do FMI.

Para ajudar a esses bancos, o Banco Mundial quer a criação de um fundo de injeção de capital, uma medida que segue a mesma linha que o acordo alcançado hoje em Paris pelos países do Eurogrupo.

Zoellick enfatizou que o Banco Mundial está em conversas "preliminares" com bancos privados e outros organismos multilaterais para estabelecer esse instrumento de ajuda e não revelou seu possível volume.

O projeto chega em um momento em que soam os alarmes nos mercados emergentes.

O Instituto de Finanças Internacional (IIF, na sigla em inglês), a maior associação de bancos do mundo, disse hoje que os fluxos privados de capital para os mercados emergentes cairão 31% neste ano e 9,3% em 2009.

É um fenômeno que também foi reconhecido pelo diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que afirmou hoje que a aversão ao risco e a escassez de crédito forçaram fundos mútuos, de pensões e de risco a retirar capital de países em desenvolvimento.

"Os sinais de tensão aumentam", alertou Strauss-Kahn em seu discurso perante o órgão que agrupa os mais de 180 membros de FMI e BM.

Segundo ele, os sistemas bancários mais frágeis são os que dependem em maior grau do financiamento externo.

"As vulnerabilidades são particularmente elevadas no leste europeu", afirmou o diretor do FMI.

Strauss-Kahn também destacou a fragilidade nos países bálticos, cujos bancos têm uma bolsa ampla de valores hipotecários e que podem ser favoráveis a reduzir o crédito caso a inadimplência dispare.

O que o FMI e o Banco Mundial têm claro é que com o aumento da turbulência financeira os mercados emergentes já não poderão evitar os efeitos da crise, como tinham feito até agora.

"À medida que se foi desenvolvendo a crise atual, os americanos e os europeus reagiram primeiro com confusão, depois com frustração, depois com enfado e finalmente com medo. Essas reações naturais se estenderão ao redor do mundo à medida que o impacto se expanda", disse Zoellick.

Apesar da crise, o FMI prevê que os países em desenvolvimento crescerão como grupo 6,9% neste ano e 6,1% em 2009.

Segundo Strauss-Kahn, os números positivos do ritmo de criação de riqueza servirão como uma espécie de colchão que amortecerá o impacto dos problemas financeiros.

Em discurso na reunião do FMI e do BM, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, também alertou que a crise financeira terá "grandes ramificações" nos países em desenvolvimento e pediu às duas entidades que ajudem essas nações.

"É fundamental que estejam prontos para usar seus recursos para reduzir o impacto desta crise, especialmente sobre os pobres e os mais vulneráveis", disse Paulson.

O órgão que reúne os membros das duas entidades financeiras informou que o FMI ofereceu empréstimos de emergência aos países afetados em suas reservas de quase US$ 250 bilhões, enquanto o Banco Mundial poderá emprestar US$ 27 bilhões, caso seja necessário.

Zoellick frisou que a instituição presidida por ele expandirá o financiamento das exportações e importações, operações seriamente afetadas pelo medo generalizado dos bancos a emprestar.

 

 

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