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Washington, 2 mai (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse hoje que o plano de austeridade econômica da Grécia vai colocar o país no caminho certo e recuperar a confiança dos mercados.

Washington, 2 mai (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse hoje que o plano de austeridade econômica da Grécia vai colocar o país no caminho certo e recuperar a confiança dos mercados. "O Governo grego elaborou um ambicioso plano de políticas para enfrentar a crise econômica na nação", afirmou hoje em comunicado o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. Strauss-Kahn destacou que o plano exigido pelos países da zona do euro e o próprio FMI - que vai conceder um empréstimo de 30 bilhões de euros (US$ 40 bilhões) à Grécia - para a liberação da ajuda procura corrigir os "graves" desequilíbrios fiscais, aumentar a competitividade da economia e fazer com que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer e empregos sejam criados. Em apoio à Grécia, os países da zona do euro se comprometeram hoje a desembolsar 80 bilhões de euros (US$ 106 bilhões) entre 2010 e 2012, montante que se juntará aos 30 bilhões de euros do FMI. "Nosso compromisso conjunto fará com que o financiamento total alcance 110 bilhões de euros (US$ 146 bilhões)", ressaltou Strauss-Kahn. Segundo o diretor-gerente do FMI, as "fortes medidas" aprovadas pelo Governo grego, assim como os "riscos significativos" de contágio para outros países, justificam o "excepcional" nível de acesso aos fundos do organismo multilateral garantido à Grécia. Os 30 bilhões de euros equivalem a 3.200% da cota da Grécia no FMI, e transformam a ajuda no "maior acesso" a recursos em dinheiro garantido a um país-membro. "O sucesso do programa de recuperação da Grécia dependerá, principalmente, do compromisso do Governo e de seu povo", afirmou Strauss-Kahn. "Nosso esforço coletivo contribuirá para a estabilidade do euro, beneficiará toda a Europa, ajudará a promover a estabilidade financeira global" e a assegurar a recuperação da economia mundial, concluiu o diretor-gerente do FMI. EFE tb/bba

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