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FMI diz ainda não ver o fim da crise imobiliária e nota situação frágil em mercados financeiros

SÃO PAULO - A situação dos mercados financeiros globais permanece frágil um ano após o surgimento da crise das hipotecas de alto risco (segmento subprime) nos Estados Unidos, avalia o Fundo Monetário Internacional. Os bancos demonstram certa dificuldade para levantar capital e os riscos sistêmicos continuam elevados, diz o relatório Estabilidade Financeira Global, divulgado hoje pelo Fundo. Seus economistas dizem que, neste momento, ainda não é possível enxergar o fim da crise no mercado imobiliário americano e frisam a necessidade de reverter esse quadro para que os consumidores e sistema financeiro possam se recuperar.

Valor Online |

Embora os economistas do Fundo continuem com a estimativa de perdas potenciais em torno de US$ 1 trilhão para o setor financeiro com a crise do subprime, o relatório lembra que a qualidade do crédito em muitos tipos de empréstimo começou a se deteriorar com a queda dos valores dos imóveis e a desaceleração econômica. Para o FMI, esse fato, aliado à queda das ações do setor financeiro e à possibilidade de novas depreciações de ativos nos balanços dessas instituições, leva os bancos a ficar de novo sob estresse. Isso faz com que mesmo os bancos que tiveram sucesso em levantar capital, tenham agora mais dificuldades.

Como consequência, as condições de acesso ao crédito têm ficado mais apertadas, o que tem efeito negativo sobre consumo e investimento e piora as perspectivas para a atividade econômica. Como exemplo, o FMI cita que o crescimento do estoque de crédito ao setor privado nos EUA foi de 5,2% no primeiro trimestre, taxa mais baixa desde a recessão de 2001. Nesse cenário de crédito difícil, atividade em desaceleração e desvalorização imobiliária, fica mais difícil para o Federal Reserve (banco central dos EUA) usar a política de juros para combater os riscos de aumento da inflação.

Os economistas do FMI também alertam para sinais da mesma crise na Europa, onde os preços das residências dão mostras de queda. Esses dados provocam preocupações quanto a perdas futuras em empréstimos para hipotecas, construção e comércio, diz o relatório. Os mercados emergentes são citados com a lembrança de que até então se mantiveram à margem da crise, mas, com o aperto dos fluxos internacionais de crédito, a resistência desses países será testada agora.

(Valor Online)

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