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Nova projeção aponta que a economia mundial pode crescer 4,1%, contra os 3,9% previstos anteriormente

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aumentou sua expectativa de expansão econômica para este ano. A economia mundial pode crescer 4,1%, ou 0,2 ponto porcentual a mais do que o estimado anteriormente, afirmou o FMI em seu último esboço do World Economic Outlook.

A economia dos Estados Unidos deve crescer 3% este ano, ante os 2,7% previstos pelo FMI no relatório de janeiro, segundo a agência italiana de notícias Ansa e jornais que publicaram os dados do esboço ontem.

O FMI deve publicar seu próximo World Economic Outlook em 21 de abril, afirmou o jornal Il Sole 24 Ore. Segundo o rascunho, a zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda) deve crescer 0,8%, 0,1 ponto porcentual menos que o estimado em janeiro. Em 2011, o número foi revisado para 1,5%, também com queda de 0,1 ponto porcentual. A Europa “está saindo da recessão mais lentamente que outras regiões”, aponta o esboço, porque há “muitas forças que estão freando a recuperação”, incluindo a Grécia.

A Alemanha, maior economia da Europa, deve crescer 1,2% em 2010 e 1,7% em 2011, diz o texto, segundo os jornais. Panorama. O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse ontem que a economia mundial “não está fora de perigo” apesar da recuperação mais rápida nos países emergentes do que o previsto. Ele disse que, apesar de a recuperação global ter voltado antes do esperado, “a demanda privada ainda não está forte o bastante para sinalizar o fim da prolongada recessão sentida pela economia mundial”.

“Você vê o crescimento retornando em quase todo lugar, mas em quase todo lugar esses números estão relacionados ao apoio público, e a demanda privada continua fraca, sem se fortalecer o bastante. Até que a demanda privada seja sustentável para oferecer crescimento, será difícil dizer que a crise acabou”, explicou. “A recuperação está chegando mais rápido que o esperado. Mas não estamos fora de perigo e temos de ser cautelosos”, acrescentou. As previsões para recuperação têm melhorado de maneira firme desde o ano passado, em linha com a recuperação no mercado acionário.

Riscos

Strauss-Kahn alertou ainda para os riscos de uma recuperação prematura que possa fazer os governos retirarem os estímulos públicos muito precocemente e assim “darem um tiro no próprio pé”. Juntamente com as preocupações sobre a dívida soberana na zona do euro, Strauss-Kahn acrescentou que um terceiro risco é a “grande quantidade de ingresso de capital que pode rumar para países como Brasil e Indonésia e criar bolhas”.

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