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FMI deve conceder crédito por necessidade e não por ideologia

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta quinta-feira que os empréstimos da instituição devem estar condicionados às necessidades dos Estados em apuros e não a seus princípios ideológicos.

AFP |

Em entrevista publicada hoje pelo jornal francês "Le Monde", Strauss-Kahn destacou que o FMI já não é mais o mesmo de um ano atrás: "O Fundo é mais representativo por a reforma dos direitos de voto, da qual falávamos havia muitos anos, foi adotada e terá efeitos consideráveis a prazo".

"Assim como seria absurdo emprestar dinheiros aos Estados sem impor-lhes condições, estas condições não devem ser sustentadas por uma linha ideológica e devem se basear nas necessidades de cada país", disse o responsável, que assumiu o cargo em julho de 2007.

O francês destacou ainda que a instituição é "mais respeitada hoje e não tem mais problemas com a Ásia e a América Latina".

Em plena crise financeira internacional, que ameaça provocar uma recessão econômica mundial, o FMI voltou ao primeiro plano, concedendo empréstimos à Islândia, Ucrânia e Hungria, e está pronto para resgatar outros países em dificuldades.

Na quarta-feira, Strauss-Kahn anunciou em Washington um novo mecanismo de créditos a curto prazo para os países bem administrados, que "enfrentam problemas de liquidez temporários nos mercados de capitais".

"As perturbações nos mercados de capitais provocaram importantes problemas de liquidez em alguns países emergentes, inclusive aqueles com estruturas macroeconômicas sadias", disse em entrevista à imprensa.

"Até agora os créditos que a instituição concedia eram destinados fundamentalmente a países com necessidades ligadas a financiamento ou ao ajuste de suas políticas", acrescentou.

Strauss-Kahn não disse quais países podem se beneficiar deste novo mecanismo. Brasil e México, que já contaram com intervenções de seus bancos centrais no mercado de câmbios, estão, segundo especialistas, entre os possíveis beneficiários. Sobre a Argentina, o diretor do Fundo disse que teme que "este país não seja elegível".

Nesta entrevista á imprensa, Strauss-Kahn admitiu no entanto que os recursos da instituição podem não ser suficientes para enfrentar a crise.

Por isso, reforçou a sugestão do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, segundo a qual os Estados ricos em petróleo do Golfo e a China devem aumentar suas contribuições ao fundo do FMI.

bur-app/lm

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