Bruxelas, 21 out (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) confia em que, apesar da forte desaceleração que será provocada pela crise financeira, as medidas globais adotadas pela União Européia (UE) evitarão resultado pior.

"Há lições a aprender com a crise", afirmou o diretor da seção européia do FMI, Alessandro Leipold, na apresentação de um recente relatório sobre resultados econômicos regionais para a Europa.

Na opinião de Leipold, os progressos da Europa rumo à integração econômica e a resposta comum definida perante a crise são "positivos".

Segundo o economista, o FMI apóia a criação de "um supervisor central forte" que trabalhe em conjunto com os países e melhore a coordenação na vigilância dos mercados financeiros.

Leipold mostrou-se confiante em que, apesar da reticência de alguns Estados, a crise atual será "uma oportunidade para atravessar algumas linhas vermelhas políticas".

Sobre a apelação feita na semana passada pelos líderes da UE de organizar "um novo Bretton Woods", para reformar as instituições financeiras multilaterais, Leipold disse que, por enquanto, só há "um titular", por isso é preciso esperar para ver como a proposta se desenvolve, mas admitiu que gosta da idéia.

O relatório que o FMI apresentou hoje em Bruxelas, baseado na informação disponível até setembro, prevê uma estagnação a curto prazo da economia européia.

Segundo os cálculos do Fundo, o Produto Interno Bruto (PIB) da eurozona crescerá 1,3% este ano e 0,2% em 2009. Em toda a UE, o avanço será de 1,7% e 0,6%, respectivamente.

Sobre a inflação, o FMI prevê uma moderação progressiva em 2009, e com isso o dado passaria de 3,5% este ano para 1,9% nos países do euro, e de 3,9% para 2,4% na UE. EFE mrn/an

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