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Atenas, 2 ago (EFE).- A missão da União Europeia (UE), do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu hoje que a Grécia acelere suas reformas e privatize parte de seu setor energético para poder continuar recebendo ajuda externa.

Atenas, 2 ago (EFE).- A missão da União Europeia (UE), do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu hoje que a Grécia acelere suas reformas e privatize parte de seu setor energético para poder continuar recebendo ajuda externa. Segundo informações vazadas à imprensa local, os especialistas internacionais, que passaram uma semana em Atenas, estão satisfeitos com o trabalho realizado desde maio pelo Governo grego. Por isso, analistas asseguraram que a Grécia receberá a segunda parcela da ajuda de 9 bilhões de euros no dia 13 de setembro. O relatório com as conclusões da missão foi entregue ao ministro de Finanças grego, Giorgos Papakonstantinou, cujo escritório não fez declarações oficiais a respeito. Os especialistas da UE, do BCE e do FMI estiveram na Grécia para analisar o estado das contas públicas do país e as reformas iniciadas pelo primeiro-ministro Giorgos Papandreou. Entre as 13 recomendações da missão internacional, destaca-se a exigência de que a Grécia acelere a liberalização dos setores monopolizados em sua economia - como o de transportadoras, por exemplo, - até o final do ano, com o objetivo de reduzir as pressões inflacionárias. Outra delas exige a abertura do mercado energético, privatizando pelo menos 40% de suas unidades estatais de produção. Por outra parte, os organismos internacionais e a UE pedem um aumento da receita pública de 10,8% em 2011, o que equivale a cerca de 4,5 bilhões de euros. A expectativa é de que o Governo grego reduza seu déficit fiscal até 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB), depois dos 8,1% projetados este ano. EFE afb/pd

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