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FMI avalia crédito de até US$ 255 bi para emergentes

O conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) discutirá na sexta-feira a criação de uma nova linha de crédito para países emergentes que têm boa situação macroeconômica, mas estão sofrendo por causa do contágio da crise internacional. A linha, chamada de Linha de Liquidez de Curto Prazo, seria usada para amenizar os efeitos da crise de crédito sobre grandes países emergentes que têm acesso ao mercado de capitais, como Coréia do Sul, México e Brasil.

Agência Estado |

"Está em discussão um novo instrumento de liquidez para países que têm posição sólida, mas estão sofrendo problemas de liquidez'', disse ao jornal O Estado de S. Paulo Paulo Nogueira Batista, diretor-executivo que representa o Brasil no Fundo.

O instrumento vinha sendo discutido há alguns anos, mas ganhou urgência com o agravamento da crise financeira. Nos últimos dias, o Fundo anunciou empréstimo de US$ 16,5 bilhões para a Ucrânia, US$ 2 bilhões para a Islândia, além de ajuda para Hungria e Paquistão. O jornal The New York Times chegou a noticiar que o Fundo "está tentando implementar uma enorme linha de crédito para países como Brasil e Coréia do Sul, que têm economias sólidas, mas estão sofrendo com a falta de acesso a moeda estrangeira."

Mas o FMI não menciona nenhum país e o Banco Central afirmou que não há nenhuma conversa a respeito de linhas. Em nota, o Fundo limitou-se a dizer: "O FMI está discutindo possíveis empréstimos para vários países. O FMI tem um grande volume de recursos para empréstimos e pode torná-los disponíveis rapidamente se for necessário. Os empréstimos do FMI têm efeito catalisador, porque geram outros financiamentos de fontes públicas e privadas. O Fundo está reformulando seus instrumentos de crédito para torná-los mais adequados às necessidades dos países membros, e a recente reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) determinou que esse trabalho deve ser acelerado."

O Brasil não está em situação de emergência de balanço de pagamentos, uma vez que tem déficit pequeno em conta corrente (cerca de 2% do PIB neste ano) e quase US$ 200 bilhões em reservas internacionais. Só para comparar, o total de recursos livres para empréstimos de que o FMI dispõe é de US$ 255 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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